19/05/2026 - Greve dos profissionais de educação continua por valorização, condições de trabalho, saúde e segurança
Em assembleia realizada nesta terça-feira, em frente à Prefeitura, ainda sem uma resposta concreta do governo acerca das reivindicações da categoria, os profissionais de educação da rede municipal de ensino decidiram manter a greve.
O movimento teve início em 28/04, quando os trabalhadores da educação rejeitaram a proposta do governo Nunes de reajuste ínfimo de 3,51%, dividido em duas parcelas (2% em maio de 2026 e 1,48% em maio de 2027); aumento de 5,4% apenas sobre os pisos remuneratórios dos docentes no QPE 11-A, excluindo os gestores e o pessoal do Quadro de Apoio (agentes escolares e auxiliares técnicos de educação).
Vale lembrar que as discussões sobre a pauta apresentada pela Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc) – composta pelo SINPEEM, SEDIN e SINESP – às Secretarias Municipais de Gestão e de Educação foram iniciadas em novembro de 2025, com reivindicações sobre valorização salarial e profissional, incorporação dos abonos complementares de pisos, saúde dos profissionais de educação, educação inclusiva, concursos, fim das terceirizações e privatizações, entre outros itens.
As discussões continuaram, mas, em meio ao processo de negociação com a Coeduc, o governo enviou para a Câmara Municipal projeto de lei, aprovado pelos vereadores, dispondo somente sobre o reajuste geral anual do funcionalismo municipal, mantendo a proposta inicial de aumento de 3,51%, sem nenhum item sequer sobre condições de trabalho.
GREVE NÃO É SÓ POR SALÁRIO
Com a educação municipal entrando em colapso, nas manifestações e assembleias realizadas em 28/04 e em 06, 12, 13, 15 e 19/05, os dirigentes da Coeduc têm ressaltado que a greve dos profissionais de educação não se limita ao reajuste salarial. Vai muito além.
Problemas de toda ordem, como salas superlotas, módulos insuficientes, falta de segurança e falta de infraestrutura das unidades educacionais, têm levado os trabalhadores ao adoecimento, evidenciando a urgência de atendimento às reivindicações funcionais e de organização das escolas como o atendimento à educação especial, implementação de políticas públicas voltadas à saúde mental dos profissionais de educação; fim da suspensão da Jeif para os readaptados e servidores afastados por licenças superiores a 30 dias, que representa a redução de 33% dos vencimentos destes trabalhadores no momento em que eles mais necessitam para garantir a sua sobrevivência; realização de concursos públicos de ingresso e de acesso, convocação dos aprovados em concursos, aumento do módulo dos ATEs, fim do confisco previdenciário, redução da jornada do Quadro de Apoio sem redução de salários e remoção dos readaptados.
COMUNICADO DE APONTAMENTO DAS FALTAS
Durante a manifestação desta terça-feira, a Coeduc também informou que entrou com pedido de liminar na Justiça para suspender os efeitos do Comunicado SME nº 217, que determina o apontamento das faltas dos dias 09,15 e 28/04 e no período a partir de 29/04/2026, tendo em vista que o processo de negociação com o governo continua em curso. No entanto, até o momento, a Justiça ainda não se manifestou.
A GREVE CONTINUA
Ao final da assembleia, os manifestantes decidiram seguir em caminhada até a Câmara Municipal para protestar e pedir e pedir providências à presidência do Legislativo contra os vereadores que, durante audiência pública realizada no dia 12/05, sobre o PL nº 354/2026, xingaram os profissionais de educação de “vagabundos”, por estarem lutando por educação pública de qualidade para toda a população, valorização de seus profissionais – docentes, gestores e Quadro de Apoio – e condições dignas de trabalho.
Uma nova manifestação, para decidir os rumos do movimento, foi marcada para quinta-feira, 21/05, às 14 horas, em frente à Prefeitura, após a audiência de conciliação no Tribunal de Justiça sobre a ação movida pelo governo Nunes contra a Coeduc, para julgar a greve da categoria.
TODOS À MANIFESTAÇÃO E ASSEMBLEIA - 21/05, ÀS 14 HORAS
EM FRENTE À PREFEITURA, NO VIADUTO DO CHÁ
Fotos: Graça Donegati Clique nas imagens para ampliar
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