03/11/2026 - Política salarial mísera de Nunes: R$ 76 bilhões de receita da PMSP antecipará 1,48% em novembro
A política salarial da gestão Ricardo Nunes precisa ser analisada à luz das prioridades de gastos da Secretaria Municipal de Educação (SME).
Enquanto os profissionais da educação e os demais servidores municipais tiveram 2% em maio e dependem de a soma das receitas tributárias e do Fundeb atingir R$ 76,6 bilhões para que tenham a antecipação de 1,48% em novembro ou dezembro deste ano, a própria SME mantém processos de contratação de consultorias especializadas em gestão pedagógica, planejamento estratégico, governança institucional, formação de equipes e acompanhamento de políticas educacionais, com custos de milhões.
CONTRATOS MILIONÁRIOS
Em 2026, a SME abriu processos para contratar consultorias voltadas à gestão pedagógica, à educação integral, à formação de formadores e à elaboração de documentos para o novo Plano Municipal de Educação (PME), além de um processo para a contratação de uma empresa especializada em gestão de projetos e governança institucional. Uma licitação de assessoria de imprensa e comunicação da SME apresentou valor estimado de R$ 6 milhões.
Diante desses contratos, que implicam gastos de milhões na educação, algumas perguntas são inevitáveis:
– por que a administração encontra espaço para contratar consultorias e estruturas externas de assessoramento, mas não apresenta uma política salarial capaz de recuperar as perdas dos trabalhadores?
– por que os profissionais concursados, com experiência acumulada na rede municipal, formação acadêmica e conhecimento concreto da realidade das escolas, continuam sem a valorização profissional que merecem?
– por que não fortalecer as equipes técnicas permanentes da Secretaria, das Diretorias Regionais de Educação e das unidades escolares?
– por que reajustes ínfimos e desvalorização salarial e das carreiras?
Não podemos aceitar que a valorização dos servidores seja permanentemente apresentada como um problema fiscal, enquanto, para as contratações externas, não há o mesmo tratamento. Não faltam recursos.
A educação municipal não pode prescindir de seus trabalhadores e de seus conhecimentos.
O dinheiro público precisa priorizar a qualidade dos serviços, a valorização dos profissionais e o fortalecimento da estrutura pública.
SALÁRIOS PRECISAM SER DIGNOS. SERVIDOR NÃO É DESPESA DESCARTÁVEL.
SINPEEM e você sempre na luta por valorização e condições de trabalho!
A DIRETORIA
CLAUDIO FONSECA
Presidente
