Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo

12/11/2008 – SINPEEM – Clipping Educacional

UOL – 12/11/2008 - 07h04
Mulheres brasileiras têm mesmas chances de educação que os homens, diz relatório
 

O Brasil está entre os 24 países que dão as mesmas oportunidades de educação a ambos os sexos, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Fórum Econômico Mundial (FEM).

O país também está entre os 36 países que promovem políticas de saúde que beneficiam igualmente homens e mulheres. Apesar disso, o Brasil está apenas em 73º lugar no ranking que mede a igualdade entre os sexos.

Segundo o relatório do FEM, as brasileiras ainda têm pouca participação e oportunidade na economia do país, em comparação com os homens. Mas é no campo político que o Brasil tem o seu pior desempenho: é o 110º do mundo, em uma lista de 130 países. De acordo com o FEM, há pouca participação das mulheres em relação aos homens no Congresso e no Executivo.

Noruega e Iêmen

O Brasil ganhou uma posição no ranking geral de igualdade entre os sexos, em relação à lista de 2007. O relatório compara as oportunidades que mulheres e homens têm em quatro áreas: educação, saúde, economia e política.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, a melhor aconteceu devido ao aumento no número de matrículas de mulheres na educação primária.

"Novas estatísticas sobre matrícula na educação primária ajudam a colocar o Brasil entre os 24 países que fecharam completamente o buraco de disparidade entre os sexos na educação."

Na América Latina e Caribe, o Brasil é o país com o 17º melhor desempenho no ranking. De acordo com o FEM, a Argentina (24º no mundo) e Cuba (25º) são os países que melhor promovem a igualdade entre os sexos na região. O México está em 97º lugar.

Em comparação com os países emergentes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil está atrás da Rússia (42º no ranking) e China (57º), mas supera a Índia (113º).

O relatório afirma que a Noruega é o país que melhor promove a igualdade entre os sexos, seguido por Finlândia, Suécia (que liderou o ranking de 2007), Islândia e Nova Zelândia.

Os países onde as mulheres têm menores oportunidades na sociedade são Benin (126º), Paquistão, Arábia Saudita, Chade e Iêmen (130º). 
 

UOL - 12/11/2008 - 10h35
Governo gasta em juros mais de 8 vezes o que aplica em educação

Os gastos do governo com pagamento de juros do endividamento público, entre 2000 e 2007, somaram R$ 1,268 trilhão, o que representa 8,5 vezes o dinheiro investido em educação no mesmo período, que foi de R$ 149,9 bilhões (veja gráfico no fim do texto).

A informação consta de estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Impostos sobem 7 vezes mais que salários, diz Ipea

O gasto com juros também supera de longe o que foi empregado em saúde: R$ 310,9 bilhões.

Segundo nota distribuída pelo Ipea, além de o gasto com juros ser "improdutivo, pois não gera emprego e tampouco contribui para ampliar o rendimento dos trabalhadores", também colabora para a concentração de renda.

Para o mesmo período, segundo o Ipea, a somatória dos gastos da União com saúde, educação e investimento correspondeu a somente 43,8% do total das despesas com juros.

O Ipea avalia que os dados mostrados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) não refletem a desigualdade realmente existente no país, porque não medem corretamente a participação do rendimento do trabalho no total da renda nacional. Ficam faltando dados como a renda dos proprietários.

Segundo o estudo, em 1990, os salários dos trabalhadores compunham a maioria da renda nacional (PIB) e representavam 53,4% dela. O rendimento dos proprietários e dos trabalhadores "mistos" significava 46,5%.

Em 2007, a situação foi invertida. Ainda com dados estimados, sem números finais, a renda dos assalariados representava no ano passado 48,9% da renda nacional, enquanto os proprietários e mistos abocanham 51,1%.

FOLHA DE SÃO PAULO E AGORA SP – 11/11/2008
Procura por carreira que forma professor cai até 58% na Fuvest

Letras, pedagogia e outros cursos ligados à formação de professores para a educação básica sofreram uma brutal queda de procura nos últimos anos na Fuvest, que seleciona calouros para a USP. Algumas carreiras perderam mais da metade do número de inscritos nos últimos três anos.

A redução nesses cursos na principal universidade do país ocorre justamente num período de déficit de professores no Brasil. Segundo o Ministério da Educação, faltam 246 mil docentes no sistema e 300 mil docentes não são formados na área de atuação (exemplo: hoje, cerca de 20 mil professores de matemática são, na verdade, formados em pedagogia).

Educadores ouvidos pela Folha apontam várias causas para essa situação: baixos salários, migração de alunos para cursos privados em razão das bolsas do ProUni e a abertura de cursos de ensino a distância.

Os dados sobre o vestibular da Fuvest, tabulados pela reportagem, consideram a variação entre o exame para ingresso no ano que vem e no de 2006, quando o número de inscritos foi recorde. De um modo geral, considerando todas as carreiras, houve uma queda de inscrições na Fuvest de 19%.

Em pedagogia, a redução foi de 58,3% (1.930 inscritos a menos); em letras, de 43,3% (3.393 a menos). Também ocorreu queda nos cursos que formam professores para disciplinas específicas, como matemática e física (50,4%); história (46,4%); e química (43,9%).

Como comparação, no período, a procura cresceu muito nos cursos de engenharia civil em São Carlos (72,7%) e fonoaudiologia em Bauru (101,6%).

Salário baixo 

Para Heleno Araújo Filho, secretário de assuntos educacionais da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), a questão salarial é um dos principais elementos para a baixa procura dos jovens pela profissão. "Hoje, você encontra concurso público para policial rodoviário federal com exigência de nível médio e salário de R$ 5.260. Um professor, com nível superior, no Estado do Pernambuco, por exemplo, ganha em início de carreira R$ 762."

Já Sonia Penin, diretora da Faculdade de Educação da USP, credita a um "possível aumento da oferta" a diminuição de inscritos e diz não ver como causa a "diminuição do interesse pela carreira".

"Houve a expansão das universidades públicas, o ProUni, que facilitou o acesso às pagas, e a abertura de vagas de ensino a distância por meio parceira da Universidade Aberta, do MEC, com os municípios."

Reportagem publicada pela Folha na semana passada mostrou que os cursos semipresenciais de pedagogia tiveram aumento de 183% nas matrículas nos últimos cinco anos. Nos cursos presenciais, caíram 4%.

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