Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo

06/09/2006 – CLIPPING



O Clipping Educacional do SINPEEM tem como finalidade
manter os profissionais de educação filiados ao sindicato informados
sobre as publicações diárias dos principais jornais impressos e sites
sobre a área de educação. Portanto, os textos apresentados
não expressam a opinião do SINPEEM.

FOLHA DE SÃO PAULO – 06/09/2006
Movimento quer melhorar ensino

Compromisso Todos pela Educação pretende mobilizar a população a reivindicar mais qualidade

Grupo de 180 pessoas, entre empresários, educadores e representantes do poder público, lança hoje o movimento em São Paulo 

DA
REPORTAGEM LOCAL

Um grupo de 180 pessoas -incluindo empresários, educadores e representantes do poder público- lança hoje, em São Paulo, um movimento que visa mobilizar a população a reivindicar uma melhoria da qualidade do ensino no país.
O movimento Compromisso Todos pela Educação é formado por Ministério da Educação, secretários estaduais e municipais e instituições como Itaú Cultural, Instituto Pão de Açúcar, Fundação Bradesco, Instituto Ayrton Senna, Fundação Roberto Marinho e Grupo Gerdau, entre outros.
"Queremos que cada cidadão brasileiro saiba o que é uma educação de qualidade. Hoje, ficamos em último lugar em provas internacionais, mas isso quase não gera repercussão na sociedade", disse José Paulo Soares Martins, da Fundação Gerdau e um dos coordenadores do movimento.
O grupo estabeleceu cinco metas a serem atingidas até 2022, que são: toda criança e jovem de 4 a 17 anos estará na escola; toda criança de 8 anos saberá ler e escrever; todo aluno aprenderá o que é apropriado para sua série; todos os alunos vão concluir o ensino fundamental e o médio; e o investimento na educação básica será garantido e bem gerido.
Para conscientizar a população, o Todos pela Educação pretende fazer inserções na mídia do país inteiro, mostrando essas metas. Além disso, os participantes deverão fazer ações individuais. Bancos, por exemplo, poderão colocar material informativo em suas agências.
Agora, o grupo calcula qual será o aumento orçamentário necessário para se atingir os objetivos. Segundo Martins, há a possibilidade de integrantes do movimento contribuírem financeiramente, mas a maior parte deverá vir dos governos.
O movimento pretende reverter indicadores como a escolaridade média de 4,9 anos no país (ante 8,8 na Argentina) e o número de jovens fora da escola (809 mil entre 7 e 14 anos).
NA INTERNET - Todos pela Educação
http://www.todospelaeducacao.org.br

Frase

"Queremos que cada cidadão brasileiro saiba o que é uma educação de qualidade. Hoje, ficamos em último lugar em provas internacionais, mas isso quase não gera repercussão na sociedade"
JOSÉ PAULO SOARES MARTINS
da Fundação Gerdau e um dos coordenadores do movimento

FOLHA DE SÃO PAULOP – 06/09/2006 (TENDÊNCIAS/DEBATES)
Todos pela educação de qualidade

MILÚ VILLELA

Apesar de a criança brasileira aprender menos do que o necessário, os pais acham satisfatório o ensino público. Um equívoco de percepção

POUCAS FORAM as pessoas que ficaram muito indignadas com os resultados da última Prova Brasil, exame realizado pelo Ministério da Educação para avaliar o desempenho dos alunos do ensino público brasileiro. Não se viu nenhuma manifestação pública importante. Nem se observaram movimentos de desagravo à cidadania. Parece não chocar tanto quanto seria necessário a conclusão de que um aluno de oitava série no Brasil tem o mesmo nível de conhecimento que um de quarta série de qualquer lugar do mundo.
As conclusões da Prova Brasil estão longe de representar uma novidade.
Afinal de contas, os mais recentes testes internacionais do Pisa têm colocado o país na lanterna do ranking mundial de domínio de língua, matemática e ciências. O fato novo é que, apesar da constatação de que a criança e o jovem brasileiros aprendem menos do que seria necessário, uma pesquisa preliminar feita pelo próprio MEC revela que os pais consideram satisfatório o ensino público. Um equívoco de percepção, sem dúvida, cujas razões ainda precisam ser melhor estudadas.
A primeira conclusão que se pode tirar é que os pais demonstram um nível baixo de exigência em relação à escola. Ficam felizes com a vaga, delegam mentalmente a missão de educar ao Estado, participam pouco da vida escolar e, de quebra, não conseguem avaliar o que é ou não uma escola em que, de fato, se aprende.
Para romper esse ciclo, será lançado hoje, no museu do Ipiranga, em São Paulo, o Compromisso Todos Pela Educação. Criado a partir de uma inédita aliança entre lideranças da sociedade civil, empresas, MEC, Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e Undime (União Nacional de Dirigentes Municipais de Ensino), o movimento inicia sua jornada sob a orientação de duas firmes crenças.
A primeira é a de que um país só poderá ser considerado independente se suas crianças e seus jovens tiverem um ensino público de qualidade, capaz de prepará-los para os desafios do século 21 -daí a escolha do simbólico 2022, ano do bicentenário da Independência, como ponto de chegada do compromisso. A segunda se escora na idéia de que o ensino só vai melhorar quando os pais, especialmente, mas também educadores, líderes comunitários, conselhos tutelares e promotores públicos souberem valorizar a educação básica, verificar a sua qualidade e cobrar uma oferta melhor nas escolas de sua comunidade.
Sobre o Compromisso Todos Pela Educação, vale destacar que não se trata de um projeto, um evento ou uma campanha de propaganda para chamar a atenção sobre o tema. É uma ação permanente de 16 anos, acima de partidos, pessoas e organizações, aberta à participação de todos os brasileiros que atribuem à educação a condição de mais importante política pública para o nosso país.
O compromisso não quer fazer o papel dos governos nem substituir organizações da sociedade civil que já atuam com educação, mas trabalhar em sintonia com eles. Também não deseja intervir diretamente na escola.
Sua proposta de atuação é "qualificar a demanda" por uma educação básica de qualidade, lançando mão de estratégias de comunicação que mobilizem e orientem os diferentes públicos relacionados ao universo da educação, estimulando a avaliação da qualidade da escola.
O diferencial mais importante do compromisso, no entanto, está nos resultados e no modo como os acompanhará. No esforço de melhorar as condições de acesso e permanência, alfabetização, qualidade, correção de fluxo, conclusão e financiamento, o comitê técnico do compromisso, formado pelos mais importantes pensadores da educação brasileira, sob a coordenação de Viviane Senna, elaborou cinco metas nacionais, simples, desafiadoras e exeqüíveis.
A meta um estabelece que, até 2022, 98% das crianças e jovens de 4 a 17 anos estarão na escola. Hoje, 97% de brasileiros entre 7 e 14 anos estão matriculados na rede pública. Entre 4 e 17 anos, são apenas 88%. A meta dois projeta que toda criança de oito anos saberá ler e escrever. A meta três estima que pelo menos 60% dos alunos deverão aprender o que é apropriado para a sua série. Segundo o Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), apenas 25% dos alunos atingem esse nível em língua portuguesa, e 10% o atingem em matemática.
Pela
meta quatro, 80% dos jovens deverão ter completado o ensino fundamental até os 16 anos, e 70%, o ensino médio até os 19 anos, o que exigirá um salto importante. A meta cinco trata do financiamento público necessário para suportar o cumprimento das quatro metas anteriores: até 2011, e mantendo pelos 11 anos seguintes, o investimento em educação básica terá de corresponder a 5% do PIB, um significativo avanço em relação aos 3,5% de hoje.
Atingir as cinco metas nos próximos 16 anos é possível. Mas exigirá de todos os brasileiros paixão pelo tema, esforço concentrado e cooperação entre organizações da sociedade civil, empresas e governos. Chegou a hora de sermos todos pela educação. Para que, em 2022, possamos festejar o bicentenário da Independência num país de escola boa e de oportunidades iguais para todos.
MILÚ VILLELA, 59, é presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo, do Instituto Itaú Cultural, do Faça Parte -Instituto Brasil Voluntário e do Comitê Executivo do Compromisso Todos Pela Educação.

O ESTADO DE SÃO PAULO
Por uma educação melhor até 2022 

Organizado por empresários, Movimento Todos pela Educação começa hoje para cobrar cumprimento de metas 

Renata Cafardo 

Os maiores empresários do País e diversos educadores lançam hoje às 11h30, nas escadarias do Museu do Ipiranga, em São Paulo, o movimento Todos pela Educação. O compromisso, que defende uma maior conscientização da sociedade com relação à importância do ensino de qualidade, tem também o apoio de representantes do governo. O ministro da Educação, Fernando Haddad, participará do evento.
"A educação é a mais importante política pública", diz Milu Vilela, uma das idealizadoras do movimento. O grupo inclui ainda nomes como Luiz Norberto Pascoal, Viviane Senna, José Roberto Marinho, Ana Maria Diniz e Jorge Gerdau. A idéia é lançar o compromisso na véspera do dia da Independência do Brasil porque, segundo os organizadores, não existe verdadeira independência sem educação.
Hoje serão lançadas metas detalhadas que devem ser atingidas no ensino básico no País e que serão cobradas pelo grupo ao longo dos anos. O objetivo do movimento não é indicar melhores práticas, e sim levantar a discussão sobre a educação e despertar a paixão pelo assunto no País. Entre os temas que serão encampados, estão a obrigatoriedade de todas as crianças com 8 anos saberem ler e escrever, de todos os alunos concluírem o ensino fundamental e o médio e a garantia de uma boa gestão dos recursos da área.
O compromisso vai durar até o ano de 2022, quando são comemorados os 200 anos da Independência do País. "Será um evento simbólico, com professores, alunos, diretores, para nos mobilizarmos em prol da educação", completa Milu, sobre a manifestação de hoje.
O compromisso Todos pela Educação começou a ser organizado em 2005, quando os empresários participaram de dezenas de entrevistas com educadores e gestores públicos sobre os principais problemas da educação brasileira. Neste ano, foram realizados workshops de planejamento; o grupo terá quatro comitês e um deles será destinado apenas à divulgação de notícias sobre educação. Um dos pontos muito discutidos é o desempenho dos alunos em avaliações nacionais e internacionais. No Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), por exemplo, realizado em mais de 40 países, o Brasil aparece em último lugar em provas de leitura e matemática.

O QUE É O MOVIMENTO 

Origem: Empresários e educadores discutiram os principais problemas da educação brasileira e definiram metas que serão cobradas pelo movimento

Lançamento: Hoje, no Museu do Ipiranga, as metas serão divulgadas e se dará início à mobilização

Planos: O grupo vai cobrar até 2022 o cumprimento das metas

JORNAL DA TARDE – 06/09/2006
Educação de qualidade mobiliza escolas 

MARIA REHDER 

Foram necessários apenas 5 meses para que uma educadora de São Caetano do Sul conseguisse mobilizar o poder público local, os familiares de seus alunos e as escolas da cidade do ABC paulista em prol de uma só causa: o comprometimento para a conquista de uma educação de qualidade.
A mobilização na escola é fruto do movimento "Compromisso Todos pela Educação", que une gestores públicos, sociedade civil e iniciativa privada na luta para a efetivação do direito à educação de qualidade no Brasil até o ano de 2022 - e cujo lançamento acontece hoje, às 11h30, no Museu do Ipiranga, em São Paulo.
A educadora Silvana de Santis, coordenadora de eventos da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, foi responsável pelo comprometimento de seu município na conquista das cinco metas propostas pelo movimento: 1)toda criança e jovem de 4 a 17 anos deve estar matriculado na escola; 2)toda criança de 8 anos deverá saber ler e escrever; 3)todo aluno deverá aprender o que é apropriado para a sua série; 4) todos os alunos concluirão o Ensino Fundamental e Médio; 5)o investimento na educação básica será no mínimo equivalente a 5% do PIB e deverá ser bem gerido.
As metas vinham sendo desenvolvidas por educadores de escolas públicas, empresários e membros do Terceiro Setor desde setembro de 2005. "Quando soube dessa articulação, logo vi que a escola tem importante papel na conscientização da comunidade na luta pela educação de qualidade e, em abril, decidi ir a campo", diz Silvana. Para ela, é preciso mostrar aos cidadãos que eles têm o poder de reivindicar educação pública de qualidade.
A educadora conta que seu trabalho foi de "formiguinha". "Levei a proposta para a equipe que, nos eventos escolares, não só passou apresentar as metas, como propôs reflexão em torno delas."

Poder público

O segundo passo dado por Silvana foi conquistar o envolvimento do poder público. "Aproveitei um dia em que o prefeito esteve na escola, o peguei pelo braço e apresentei as metas", lembra.
O prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior, ressalta a importância da adesão do município ao "Todos pela Educação". "Por meio da educadora Silvana, aderimos ao compromisso e tenho certeza de que o Brasil vai alcançar as metas propostas para 2022."
Entre as ações que serão realizadas pelo município, o prefeito destaca a ênfase na qualificação do professor. "Mas também estamos abertos para ouvir as propostas da sociedade, diz.

Desfile

A escola vai aproveitar o tradicional desfile de 7 de Setembro para envolver a comunidade na conquista das metas. "O papel dos educadores, além de garantir ensino de qualidade, é ajudar a conscientizar os cidadãos", acredita Silvana.
Para Priscila Cruz, diretora-executiva do "Compromisso Todos pela Educação" , "o envolvimento dos professores é peça-chave na definição dos possíveis caminhos à conquista das metas em 2022." Os interessados em aderir ao movimento podem obter informações no site: www.todospelaeducacao.org.br.

Docentes têm de cumprir metas 

A diretora da EE José Ribeiro, de Osasco, Heroína Rodrigues, destaca que a adesão da escola ao "Compromisso Todos pela Educação" gerou mudanças internas de gestão. "Para a conquista das metas em 2022, os professores, agentes, diretores e coordenadores também têm de cumprir seu papel dentro da escola", explica.
Segundo Heroína, a equipe pedagógica da escola vive um momento de avaliação destes papéis. "Estamos debatendo formas de desenvolver o hábito de leitura e de conscientizar os familiares para a importância da sua participação no processo pedagógico das crianças. Antes de sair a campo, a ênfase é dada no desenvolvimento da escola."

JORNAL DA TARDE – 06/09/2006
NOTAS

MORAL E ÉTICA 

No dia 11 de outubro, a Fundação Victor Civita vai discutir a relação entre ética, moral, educação e sociedade durante seminário. Inscrições até o dia 11 de setembro. Informações no: www.fvc.org.br

VOLTA AO MUNDO 

O “Prêmio Volta ao Mundo Negresco de Criatividade Jovem” destacará o talento de jovens de 13 a 25 anos. O vencedor ganhará uma viagem pelo mundo . Informações www.premiovoltaaomundo.com.br

SIMPÓSIO 

Dia 14 , das 8h30 às 17h, ocorre o I Simpósio de Educação Paulus "O papel do educador no processo de formação do aluno", na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. www.paulus.com.br.

MÚSICA CLÁSSICA 

O "Caminhos da Música", do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) pretende despertar o interesse das crianças pela música clássica. Nos dias 12 e 13 de outubro, às 14 horas, no Hall do CCBB. Grátis.

CURSO GRÁTIS 

A SOS Computadores oferece um curso de 20 horas gratuito para professores. A oferta faz parte da promoção "Ao mestre com carinho". Mais de 50 franquias estão participando. Inf.: 0800-777-5000.

OFICINA DE LEITURA 

Inscrições abertas para a oficina "Ler para ser", que será ministrada pela professora Ana Gonzalez, na Estufa Rosa Rumo. Informações www.rosarumo.com.br/estufa.htm.

JORNAL DA TARDE – 06/09/2006
Alunos seguem enlatados 

Prefeitura não cumpre promessa e 72 salas de lata continuarão funcionando até o início do ano letivo de 2007 

CAMILLA HADDAD

A 'novela' em que se transformou o fim das escolas de lata da Capital ganhou mais um capítulo. Ao contrário do prometido pela Prefeitura recentemente, apenas as sete escolas totalmente de lata ainda em funcionamento devem ser desativadas este mês. Já as 72 salas de lata - instaladas em contêineres anexos às escolas de alvenaria - continuarão abrigando alunos até o início do ano letivo de 2007.
A Secretaria Municipal de Educação informa que algumas salas são usadas como brinquedoteca ou salas de leitura e não apenas como sala de aula. A Secretaria disse ainda que em janeiro de 2005, a atual gestão encontrou 192 salas de lata abertas.
Ontem, o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, disse com exclusividade ao JT que não será possível acabar com o uso de todas as estruturas metálicas antes de dezembro. Apesar da prorrogação do prazo de permanência das latas na rede de ensino, o secretário insiste que houve um grande progresso na educação municipal em relação a janeiro de 2005, quando existiam 54 escolas de lata a todo vapor. As verbas necessárias para a construção das novas escolas de alvenaria foram liberadas no início de julho.
"Agora são só sete escolas. E, nos próximos 15 dias, elas não vão mais existir", garantiu Schneider, que foi pessoalmente ontem, pela manhã, visitar algumas escolas de lata na região Leste da Cidade. Segundo ele, a mais trabalhosa é a Escola de Ensino Infantil (Emei) e Escola de Ensino Fundamental (Emef) Parque das Flores II, atualmente localizada na Rua Lima Bonfante, em São Mateus, na Zona Leste. Na última segunda-feira, a reportagem visitou a mesma unidade.
De acordo com o secretário, o novo prédio que irá receber os alunos está pronto e fica a 700 metros da escola de lata Parque das Flores II. Porém, apesar de ocupar um terreno regularizado, o prédio está inserido dentro de uma área de ocupação. "A escola está num vale e fica em cima de um lençol freático. Por isso estamos fazendo ajustes que devem ser concluídos hoje, como a parte de fossa. Tudo para não causar problemas", disse Schneider.
Há, no entanto, um problema de porte para resolver: para chegar à escola, os alunos têm que passar por um trecho de barro. Lá ainda não existe asfalto. "Mas já conversei com o subprefeito de lá, que ficou de falar com o Andrea Matarazzo (secretário de serviços e obras) para resolver isso", disse Schneider.
A estudante do Parque das Flores II Grazielli Silva, de 12 anos, não vê a hora de sair da escola de lata. "No frio, parece um freezer e no calor parece que estamos dentro de uma sauna". A adolescente disse que chegou a visitar as obras, mas não acredita que este mês poderá estudar na nova escola. "Não tem a parte de encanamento pronta. Mas vamos torcer para dar certo logo."
As sete escolas de lata que serão substituídas estão localizadas nos bairros de Parada de Taipas, Jaçanã e Tremembé e Chácara Bela Vista, na Zona Norte, além de São Mateus e Vila Carmosina, na Zona Leste.

Mães protestam contra nova escola 

Elas temem contato de alunos pequenos com os maiores. Prefeitura descarta hipótese 

Apesar do fim das sete escolas de lata da Capital, algumas mães de alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Fernando Camargo Soares, na Zona Norte, estão preocupadas.
Elas receiam que, com a desativação da unidade, crianças de 4, 5, ou até 6 anos, estudem e convivam no mesmo prédio que abrigará adolescentes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Célia Regina Consolin. Atualmente, as duas unidades são de lata, mas estão separadas fisicamente.
"Hoje, as Emeis e Emefs são de lata, mas os pequenos não têm contato com os alunos maiores. Só que, no fim do mês, nossos filhos de 4 anos estudarão com os grandes. Eles vão correr risco de acidentes até em escadas, principalmente na hora de entrada e saída", acredita a dona de casa Lindamar de Araújo, mãe de um menino de 4 anos.
Sueli Pereira tem a mesma preocupação de Lindamar. As duas mães prometem protestar no dia da inauguração da escola de alvenaria. "Muitas mães estão com a gente e não vamos deixar nossos filhos correrem perigo", disse Lindamar, que está organizando um abaixo-assinado para entregar à Secretaria Municipal de Educação (SME).
A SME informou que não existe a menor chance de misturar alunos pequenos com adolescentes. Comunicou também que já foi feito um muro de divisão entre a Emei Fernando Camargo e a Emef Célia Regina Consolin.

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