12/09/2006 – CLIPPING

O Clipping Educacional do SINPEEM tem como finalidade
manter os profissionais de educação filiados ao sindicato informados
sobre as publicações diárias dos principais jornais impressos e sites
sobre a área de educação. Portanto, os textos apresentados
não expressam a opinião do SINPEEM.
O ESTADO DE SÃO PAULO – 12/09/2006
Justiça decide hoje destino do circo escola
Cinthia Rodrigues
A Justiça decide hoje se o Picadeiro Circo Escola tem o direito de permanecer na área que ocupa há 22 anos, na Avenida Cidade Jardim, no Itaim Bibi, ou precisa baixar a lona e devolver o terreno à Prefeitura. A instituição ocupa
A briga pela posse se estende desde janeiro. A Prefeitura se ofereceu para ajudar na busca de uma nova sede e apontou quatro endereços que poderiam ser emprestados. A instituição apontou outro. Não houve acordo. Na semana passada, a Prefeitura deu prazo de 72 horas para os artistas deixarem o terreno. A diretora Maria Isabel de Assumpção conseguiu uma liminar para permanecer. "Nós nunca invadimos nada", argumentou a diretora, que tem documentos para comprovar o convite de Gianfrancesco Guarnieri, secretário de Cultura em 1984, para que o circo se instalasse no local. Em
Para o secretário Andrea Matarazzo, os dias de glória ficaram no passado e hoje a escola usa "a fama e o terreno público" para lucrar. "Não tem mais espetáculo lá, só festa de criança rica e apresentação de carro novo."
JORNAL DA TARDE – 12/09/2006
Milagres só para causas literárias
GILBERTO AMENDOLA
Um novo santo pode estar acudindo estudantes, escritores e jornalistas
Os feitos do “santo” Lobato estão se espalhando rapidamente. O próprio administrador do cemitério, Maurício Tadeu, admite o interesse crescente dos visitantes pelo túmulo do escritor. “As pessoas deixam bilhetes, vasos de flores e outros objetos por lá. Não tem explicação. Acham que ele faz milagres”, disse.
A história apareceu primeiro na internet, no blog do jornalista e humorista Rodolfo (aquele mesmo que foi repórter do Ratinho e do Gugu) e no Jornal Vale Paraibano, no Interior de São Paulo. Nos dois casos, o que mais chamou a atenção foi uma placa de mármore deixada, misteriosamente, ao lado do túmulo de Lobato. Na placa, datada do dia 5 de janeiro deste ano, uma devota agradece a “graça recebida”.
Embora o guia do cemitério, Francivaldo Gomes, o popular Popó, tenha se negado a falar com a reportagem do Jornal da Tarde (com receio de represálias da família do próprio Lobato), sabemos o que ele tem contado durante as visitas guiadas ao local.
Uma das hipóteses mais prováveis é de que a placa de mármore tenha sido colocada por uma jornalista. Ela teria pedido a intervenção de Lobato na disputa por uma vaga de emprego - e conseguido o trabalho, é claro.
Outros funcionários do cemitério dizem que já surpreenderam universitários pedindo ajuda para os seus trabalhos de conclusão de curso e escritores implorando para que seus livros virassem best-sellers. “Tem gente que garante que a graça foi alcançada”, afirmou um coveiro.
Os bilhetes colocados pelos visitantes são retirados pelos funcionários. Essa é a maneira de preservarem a privacidade dos devotos. “Alguns recados são muito pessoais. Não tem como deixar”, disse um jardineiro.
‘Santo ateu’
Ontem, alguns visitantes surpreendiam-se com os milagres de Lobato. “Será que ele transforma boneca de pano em gente?”, brincou o estudante de jornalismo Rodrigo Nascimento Júnior, 26 anos, referindo-se à boneca Emília, uma de suas personagens mais famosas.
A maior ironia dessa “beatificação popular” está no fato de que Monteiro Lobato sempre foi conhecido como cético e ateu.
“Um santo ateu é tudo o que a gente precisava”, provocou a estudante de filosofia (e gótica) Amanda Ferraz, 21 anos.
A direção do cemitério pede às pessoas que queiram levar algum presente ou pedido até o túmulo de Monteiro Lobato que comuniquem à administração do local.
Autor de clássicos da literatura infantil brasileira
José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882 na cidade de Taubaté. Ele é considerado o maior escritor da literatura infanto-juvenil. Suas personagens mais conhecidas são: Emília, Pedrinho, Visconde de Sabugosa, e Cuca (todos do Sítio do Pica-Pau Amarelo). Lobato também foi conhecido pelo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável à exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras. O escritor publicava artigos no jornal O Estado de S. Paulo.
JORNAL DA TARDE – 12/09/2006
Biblioteca comemora 50 anos
A Biblioteca Ricardo Ramos, na Vila Prudente, comemora 50 anos com um dia de atividades culturais nesta quarta (13/9). A programação, que começa às 9h30 e vai até as 16h30, inclui histórias sobre o bairro e sobre a biblioteca, contadas por seus antigos usuários. Haverá também shows de jazz e de crianças guitarristas, além da presença do ator Renato Pereira de Simões, o Palhaço Cacareco. Inaugurada em 7 de setembro de
FOLHA DE SÃO PAULO – 12/09/2006
Faltam 710 mil professores no país
Estimativa do MEC mostra que, apesar de desvalorizada, profissão tem campo de trabalho
SIMONE HARNIK
DA REPORTAGEM LOCAL
Uma estimativa do Ministério da Educação aponta que faltam cerca de 235 mil professores no ensino médio no país. Os números do déficit de profissionais no ensino fundamental de quinta a oitava séries são ainda mais pessimistas. De acordo com as projeções, 475 mil cargos de docentes seriam necessários para completar os quadros. Isso mostra um amplo mercado para quem quer prestar vestibular e se licenciar para dar aulas.
Os dados são baseados no censo escolar de 2002 e apenas dão uma idéia geral da situação. Eles referem-se às chamadas "funções docentes", expressão que está relacionada a cada cargo -ou seja, um professor que dá aula em duas escolas tem duas funções docentes. Entre as disciplinas, a demanda é maior por licenciados em matemática, física, química e biologia, segundo o MEC.
Mas o atrativo do emprego quase certo é obscurecido pelas longas jornadas, salas de aula cheias, conflitos, baixos salários. Ainda assim, há quem não mude a resposta para a famosa pergunta "O que você vai ser quando crescer?". Professor.
É o caso de Gabriel Stornioli Lemos, 18, que decidiu prestar licenciatura em história. "É o curso que mais gosto. Não consigo me ver em outra coisa. Quero dar aulas", diz.
Foi a influência dos educadores que levou Luciana Barone Vitorello, 41, ao magistério no colégio Dante Alighieri, onde é responsável por uma sala de 26 alunos do pré. "Quem vai escolher a carreira tem de optar com o coração. É impressionante nossa importância no crescimento das crianças", diz.
Nos últimos dez anos, o curso de pedagogia foi um dos que tiveram maior crescimento de procura na Fuvest. O número saltou de 1.027 inscritos para 3.310, sendo que as vagas passaram de 120 para 180. É que a LDB (Lei de Diretrizes e Bases), de 1996, estabelece a necessidade de nível superior para dar aulas na educação infantil e ensino fundamental de primeira a quarta séries.
Mesmo assim, para a presidente da Anfope (Associação Nacional pela Formação de Profissionais da Educação), Helena Costa Lopes de Freitas, é difícil motivar o jovem para seguir a profissão, já que historicamente ela veio sendo desvalorizada. "A juventude não se mobiliza só por razões econômicas. Nessa etapa da vida, o jovem tem seus ideais. E a profissão de professor é uma das atividades mais criadoras."
Roberto Leão, secretário-geral da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), diz que quem quer prestar vestibular para se tornar um educador é muito bem-vindo. "O país precisa de pessoas que aceitem o desafio para que a profissão recupere o prestígio de outras épocas."
FOLHA DE SÃO PAULO E FOLHA ONLINE – 12/09/2006 - 10h42
Rede particular paga até seis vezes mais
da Folha de S.Paulo
As escolas particulares representam 20,8% dos estabelecimentos de ensino do país e são responsáveis por apenas 13,1% de todas as matrículas, desde a educação infantil até o ensino médio, segundo dados de 2005 do MEC. Mas elas podem ser o caminho mais satisfatório para os professores.
"Se o ensino público tem uma enorme necessidade de professores, mas não valoriza os salários e a carreira, a escola particular é uma profissão rendosa", afirma Maurício Pietrocola, professor da Faculdade de Educação da USP. "Os profissionais que fazem o curso em boas faculdades são muito procurados pelo mercado privado e chegam a ganhar até seis vezes mais que os professores de escolas públicas", diz.
O piso salarial até a quarta série
O presidente do Sinpro (Sindicato dos Professores de São Paulo), que representa os docentes das escolas particulares, Luiz Antonio Barbagli, afirma que o mercado tem se mostrado estável nos últimos anos, mas ele aponta um lado negativo na rede privada. "A carreira é estagnada. O professor só cresce economicamente quando muda de escola."
Há espaço para quem tem boa formação. Em 2005, apenas 47,7% dos professores de primeira à quarta série tinham nível superior. Em 1999, quando os dados começaram a ser disponibilizados, só 23,3% tinham atingido esse grau de escolaridade.
A porcentagem dos professores licenciados aumentou a partir da Lei de Diretrizes e Bases de 1996. Ela apontava como formação ideal a de nível superior. Em 1998, eram 240 os cursos de pedagogia. Em 2005, já eram 1.731 de pedagogia e 1.180 de curso normal superior (regulamentado em 1999).
FOLHA ONLINE – 12/09/2006
Guerras deixam mais de 40 milhões de crianças sem educação
da Efe
Um total de 43 milhões de crianças de 30 países não tem acesso à educação por causa de conflitos armados, denunciou nesta terça-feira a ONG Save the Children.
Segundo o relatório apresentado em Madri pela organização, o Paquistão é o país que apresenta a situação mais grave, com 7.813.000 crianças afetadas; seguido da Nigéria, com 7.662.000; Etiópia, com 5.994.000; Congo, com 5.290.000; e Sudão, com 2.405.000.
Frente a este panorama, a Save the Children, que lançou nesta terça a campanha mundial Reescrevamos o Futuro, fez um chamado à comunidade internacional para cooperar para educá-los satisfatoriamente.
A ONG alerta que já que a duração média de um conflito armado é de dez anos, a grande maioria dos menores não receberá nenhum tipo de ensino.
O objetivo é que os programas de escolarização atinjam 8 milhões de crianças que atualmente vivem em países em guerra.
Segundo o presidente da Save the Children, José Miguel Contreras, 3 milhões de meninos e meninas poderão ir à escola pela primeira vez, e outros 5 milhões verão a qualidade do ensino que recebem melhorada com a campanha Reescrevamos o Futuro.
Contreras pediu às autoridades que transformem as escolas em zonas livres de conflitos para proteger os menores de danos físicos, angústias psicológicas e sociais.
De acordo com a Save the Children, na última década, 2 milhões de crianças foram assassinadas em conflitos armados, 6 milhões ficaram feridas e outras 20 milhões foram obrigadas a abandonar suas casas.
FOLHA ON LINE – 12/09/2006 - 11h45
Questões interdisciplinares podem levar à 'hipercorreção'
Odilon Soares Leme
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Praticamente todas as questões de língua portuguesa do Enem, recentemente aplicado, focalizavam a oposição entre o nível formal e o informal dos usos lingüísticos. Com efeito, pontuavam a prova expressões como "diversidade sociocultural e lingüística", "variação de usos da linguagem", "variedade do padrão formal da língua", "norma culta", "linguagem falada em situações do cotidiano", "linguagem regional"...
Ficou muito claro qual é o tipo de habilidade que o Enem quer aferir, já que sabidamente ele não pretende cobrar conteúdos, mas competências adquiridas ao longo do ensino médio.
Parece claro que tal habilidade só pode ser adquirida por meio da metódica e progressiva assimilação de conteúdos que constituem a gramática normativa, sem falar da leitura assídua de textos exemplares. Assim, pode-se dizer que, construído o prédio, dispensam-se os andaimes.
Dentro desse contexto, merece atenção um fenômeno bastante comum, conhecido pelo nome de hipercorreção ou ultracorreção. Trata-se do erro cometido por excesso de zelo. É tanta a vontade de acertar, que se acaba errando. Vejamos alguns exemplos. Na variedade lingüística que Amadeu Amaral chamou de "dialeto caipira", é rotineira a troca do /l/ pelo /r/. Diz-se /armôço/ por "almoço", /farta/ por "falta", /jornar/ por "jornal", e por aí vai. Quando alguém, que normalmente faz uso desse "dialeto", se vê em situação formal, corre o risco de dizer, por exemplo, "isso é uma falsa", quando o que pretendia dizer era "isso é uma farsa"...
Entendeu o "raciocínio"?
Outro exemplo. O pronome lhe freqüenta muito pouco a linguagem coloquial. Daí o perigo de usá-lo de forma equivocada, na doce ilusão de que se está falando "bonito". E então ouvimos frases como "eu não lhe vi", "ela lhe convidou"...
Há, também, um erro de colocação pronominal, muito comum, quando, em situação formal, alguém fala ou escreve, por exemplo, "o prejuízo que verificou-se". O raciocínio é claro: como todo mundo diz "o prejuízo que se verificou", o chique deve ser "o prejuízo que verificou-se". E a pessoa "fica se achando"...
Por fim, quem ainda não ouviu alguém dizendo "Ele já tinha chego"? Prepare-se. Já há gente perguntando se o certo é "Ele tinha trazido" ou "ele tinha trago". Coisas da hipercorreção...
FOLHA ONLINE – 12/09/2006
No Estado, professora lida com conflitos
DA REPORTAGEM LOCAL
"O que pesa é que o aluno não tem interesse. O número de alunos por sala é muito grande, são mais de
Há nove anos, ela tornou-se docente do ensino médio da Escola Estadual Padre Manuel da Nóbrega, conhecida como Matão, no bairro da Casa Verde, zona norte da capital.
Mesmo com as dificuldades, Eva nunca pensou em deixar o emprego. "A convivência também tem um lado positivo. É muito interessante quando a gente vê um estudante entusiasmado. Sei que participei um pouquinho da evolução dele", diz.
Antes de chegar ao magistério, Eva experimentou o trabalho em empresas na área de vendas. Foi só depois de concluir a faculdade e de prestar concurso público que tomou contato com a realidade. "Quando comecei, fiquei decepcionada. Eu achava que só iria ensinar, mas tinha muitos conflitos para resolver", conta.
Eva não observa interesse de lecionar em seus alunos. "Até eles reconhecem que não é fácil nossa profissão."
FOLHA ONLINE – 12/09/2006 - 15h31
Projovem abre novas vagas em 31 cidades
Da Redação
O governo federal anunciou na tarde da última segunda-feira (11/09) a implantação de novas turmas do Projovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens), em 31 cidades brasileiras de regiões metropolitanas com mais de 200 mil habitantes.
As inscrições vão até o dia 30 de setembro e podem ser feitas gratuitamente, de qualquer telefone fixo ou orelhão, pelo número 0800 642 77 77, todos os dias, das 7h às 23h. É preciso fornecer o nome dos pais, endereço e telefone para contato.
O candidato deve ter entre 18 e 24 anos, ter cursado entre a quarta e a oitava série do ensino fundamental e não ter vínculo empregatício.
Os estudantes receberão uma bolsa mensal de R$ 100 e devem comparecer a pelo menos 75% das aulas, além de cumprir as atividades programadas.
No curso, que tem duração de um ano, os alunos aprendem disciplinas do ensino fundamental e de matérias práticas. A qualificação profissional varia de acordo com as necessidades do mercado de trabalho local. Desde 2005, estudantes das 27 capitais já participam do programa.
Segundo informações da assessoria de imprensa da Agência Brasil, o governo federal garante o pagamento do incentivo aos alunos, o fornecimento do material didático (e de equipamentos para montar os laboratórios necessários), além do salário dos educadores e o lanche. As prefeituras são responsáveis pelo espaço físico, pelo material de consumo e pela gestão do programa no município.
A coordenadora nacional do Projovem, Maria José Feres, diz que o objetivo do programa é dar oportunidade aos alunos para continuar os estudos. "Conseguir um emprego sem ter o ensino fundamental é praticamente impossível".
Com informações da Agência Brasil
