20/09/2006 - SINPEEM se posiciona contra as terceirizações e pede explicações ao governo
Circula na rede panfleto contra a privatização das cozinhas das unidades escolares a partir do dia 28 de setembro. Segundo o texto, a medida prejudicará pelo menos 3.500 funcionários públicos que executam este trabalho, para a contratação de uma empresa privada para administrar o serviço.
O SINPEEM é contra a terceirização de serviços na rede e está tomando todas as providências cabíveis, solicitando explicações às Secretarias Municipais de Educação e de Gestão, posto que a terceirização implica na precarização do serviço prestado nas escolas. Enquanto os servidores concursados estabelecem vínculos duradouros com educadores e alunos, as empresas terceirizadas têm como característica a alta rotatividade da mão-de-obra, além desresponsabilizar o poder público de oferecer aos trabalhadores melhorias em suas condições de trabalho.
A terceirização das cozinhas e dos serviços de manutenção, limpeza e vigilância provoca sérios problemas administrativos e insegurança ao diretor de escola, visto que ele terá de lidar com dois tipos de vínculos empregatícios: os concursados e os terceirizados. Com isso, a gestão desses espaços passa a ser intermediada por terceiros, sem nenhuma experiência educativa.
O SINPEEM defende a manutenção dos serviços públicos, prestados por trabalhadores concursados. Por isso, exigimos:
– abertura imediata de concursos públicos para agente escolar e vigia;
– criação imediata do cargo de cozinheira;
– criação do cargo de secretário de escola.
A DIRETORIA
