29/09/2006 – CLIPPING
O Clipping Educacional do SINPEEM tem como finalidade
manter os profissionais de educação filiados ao sindicato informados
sobre as publicações diárias dos principais jornais impressos e sites
sobre a área de educação. Portanto, os textos apresentados
não expressam a opinião do SINPEEM.
FOLHA DE SÃO PAULO (EDITORIAL) – 29/09/2006
Ensino de lata
LEVANTAMENTO realizado pela Folha com base em dados do Prova Brasil mostra que o desempenho de alunos paulistanos que freqüentam as escolas de lata é praticamente o mesmo dos matriculados nos CEUs, os centros educacionais que oferecem piscinas, bibliotecas, teatro, laboratórios. Tal resultado não chega a ser uma surpresa.
É claro que a infra-estrutura existente nos CEUs é importante e deveria estendida ao maior número possível de alunos. Mas também é óbvio que piscinas não ensinam matemática. Quem o faz é o professor e no contexto de um projeto pedagógico. Sem isso as crianças não vão aprender, por melhores que sejam as condições materiais oferecidas.
Para os alunos dos CEUs, a média na prova de língua portuguesa aplicada na 4ª série do ensino fundamental foi de 162,74 contra 159,02 obtidos pelos estudantes das escolas de lata. A diferença de 2,28% não tem relevância estatística. Em matemática, as notas foram respectivamente 169,37 e 165,45 (uma variação de 2,31%). É um desempenho bastante próximo da média da rede pública da cidade de São Paulo, que foi de 160,42 em português e 166,86
Os dados reforçam a convicção de que o principal desafio no campo da educação é promover uma revolução qualitativa, o que requer investir no aperfeiçoamento do professor e em projetos pedagógicos. A infra-estrutura é importantíssima e, sob vários aspectos, pode fazer grande diferença. Um exemplo: o aluno submetido às condições degradantes da escola de lata -onde ele passa calor no verão e frio no inverno- tem maiores chances de abandonar precocemente os estudos. No mais, os CEUs não servem apenas à educação. Funcionam também como pólos de cultura, esporte e lazer para toda a comunidade em seu entorno.
FOLHA DE SÃO PAULO – 29/09/2006
Escolas de lata acabam; "puxadinhos", não
Último colégio improvisado foi desativado ontem
Barulhentas e apertadas, classes, que abrigam 7.000 estudantes, esquentam muito no verão e são frias em demasia no inverno
DANIELA TÓFOLI
AFRA BALAZINA
DA REPORTAGEM LOCAL
A Prefeitura de São Paulo desativou ontem, a três dias das eleições, a última escola de lata -estrutura feita de chapas metálicas parecidas com contêineres. Mas ainda restam 56 salas na cidade feitas desse material.
Espécie de "puxadinho escolar", as salas de lata foram construídas no mesmo terreno de escolas de alvenaria para abrigar turmas que não couberam no prédio principal. Hoje, alojam cerca de 7.000 alunos.
Assim como as escolas de lata, esquentam demais no verão e são frias em demasia no inverno. Além disso, são apertadas e muito barulhentas -em dias de chuva, é difícil entender o que o professor fala.
Segundo o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, todas as salas de latinha, e também as 16 de madeira, serão substituídas. "Mas escola de lata não existe mais a partir de hoje [ontem].
Restaram algumas salas em unidades com construção normal", disse na inauguração da Emei no Jardim Laranjeiras,
No evento, o prefeito Gilberto Kassab (PFL) disse que cumpriu meta imposta no início da gestão José Serra. "Resgatamos um atraso cometido por gestões anteriores." Serra assumiu em 2005 com 51 escolas de lata e 192 salas de lata.
A assessoria da secretaria de Educação afirma que 120 salas de lata já foram substituídas, mas a Folha apurou que nem todas se transformaram em salas de alvenaria. Em ao menos dois casos, as salas foram demolidas e os alunos fazem todas as atividades no pátio ou na sala de leitura. A Emei (escola municipal de educação infantil) Magdalena Tagliaferro, na zona leste, é uma delas.
Ontem, uma funcionária da escola confirmou que as três classes de lata foram desativadas em julho, mas até agora nenhuma obra de substituição teve início. "Era melhor ter deixado as salas de lata. Agora, as crianças têm de ficar no pátio, mesmo no frio", diz a funcionária, que não quer ser identificada. "A situação está uma tristeza." Os 110 alunos têm de
Outro exemplo é a Emef (escola municipal de ensino fundamental) Raul Pompéia, em Parada de Taipas, zona norte. Segundo funcionários, havia três salas de lata no local. Duas foram substituídas por alvenaria. Restou uma, que foi retirada mesmo sem haver outro espaço para abrigar as crianças.
Por causa disso, os alunos ocupam há 15 dias, de improviso, uma sala de leitura da escola. Os funcionários da escola dizem que a licitação para construir a sala já foi feita, porém ninguém até agora foi ao local para iniciar a obra. Em média, 38 alunos entre 7 e 10 anos ou do supletivo assistem à aula na sala de leitura por vez -há quatro turnos na escola. "A sala tem uma janela pequena, é super abafada. E as carteiras ficam espremidas entre os livros, que ainda estão ali. O pior é que todos os 2.000 estudantes da escola estão sem aula de leitura", diz uma professora.
A Secretaria de Educação diz, em nota, que a sala de alvenaria que falta na Raul Pompéia "está sendo concluída". "Enquanto isso, os alunos estudam provisoriamente na sala de leitura, cujo acervo está em outra parte da escola. Por enquanto, as atividades de leitura ocorrem nas salas de aula. É uma situação temporária."
Em relação à situação da Magdalena Tagliaferro, diz que os alunos têm atividades lúdicas no pátio. "Isso ocorre em várias escolas e já ocorria quando essas unidades ainda tinham salas de lata. Portanto, não é correto dizer que as atividades ocorrem no pátio porque as salas metálicas foram demolidas e as de alvenaria não ficaram prontas. Aulas em pátio são uma rotina pedagógica."
Problema antigo
Alunos de uma ex-escola de lata, a Emef Jardim Vila Nova, na zona leste, também vivem uma situação improvisada.
Enquanto esperam o CEU Azul da Cor do Mar ficar pronto, em 2007, ocupam salas comerciais na sobreloja de um supermercado -lugar abafado, sem refeitório e área de lazer.
As escolas de lata foram construídas na gestão Celso Pitta (hoje no PTB) para atender emergencialmente a demanda. No mandato de Marta Suplicy (PT), dez foram substituídas.
Colaborou DIEGO ZANCHETTA , do "Agora"
FOLHA DE SÃO PAULO – 29/09/2006
Escola cercada por esgoto terá obra de R$
DO AGORA
O prefeito Gilberto Kassab (PFL) anunciou ontem, em visita à escola de ensino infantil e fundamental recém-inaugurada no Parque das Flores, na região de São Mateus (zona leste da capital), obras de pavimentação e coleta de esgoto no entorno da unidade.
A medida foi tomada no mesmo dia em que a reportagem denunciou a suspensão das aulas na unidade devido ao protesto de moradores contra a falta de infra-estrutura no entorno da escola, que tem 3.000 alunos matriculados.
Segundo pais de alunos, a escola foi inaugurada às pressas para substituir duas estruturas de lata do Jardim Santo André, também na zona leste.
Na manhã de ontem, as aulas foram retomadas, mas havia poucos alunos nas salas.
O esgoto que corre a céu aberto em vielas de terra impede o acesso de peruas escolares à entrada da Emei/Emef Parque das Flores. Também há lixo doméstico acumulado em um córrego a menos de
"Tentaremos acelerar a liberação de verbas [R$ 1,2 milhão] para viabilizar a pavimentação do bairro. Técnicos vão se reunir com a Sabesp para implantar a coleta de esgoto nos arredores da escola. A situação não vai ficar como está", prometeu o prefeito, que também anunciou uma nova escola para cobrir um déficit de 1.500 vagas na região.
Kassab disse que o esgoto que escorre nas ruas são resultado, em parte, de ligações clandestinas feitas em uma adutora recém-instalada. Segundo o subprefeito de São Mateus, Clóvis Luiz Chaves, as obras devem demorar até 90 dias. "Mas em 20 dias vamos tentar eliminar pelo menos o esgoto", afirmou o subprefeito. (Diego Zanchetta)
Estado mantém 76 unidades em latão em SP
DA REPORTAGEM LOCAL
A Secretaria Estadual da Educação ainda mantém 76 escolas de latão no Estado. Também construídas com chapas metálicas, elas apresentam os mesmos problemas térmicos dos colégios de latinha. A diferença é que são mais resistentes e têm pé-direito mais alto que as de lata.
No início da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), havia 150 colégios de latão funcionando. As que ainda restam, afirma a Secretaria Estadual da Educação, serão substituídas até o início de
O ESTADO DE SÃO PAULO – 29/09/2006
Kassab põe fim à última escola de lata
Agora, meta é eliminar 92 salas de lata em unidades de alvenaria
Bruno Tavares
O prefeito Gilberto Kassab (PFL) pôs fim ontem à última escola de lata da cidade. Durante inauguração da Escola Municipal de Ensino Infantil (Emef) Jardim das Laranjeiras,
'Essa administração tem diversas prioridades, mas a eliminação das escolas de lata era a prioridade zero. Vamos caminhar para, até o fim do ano, substituir também as salas de lata dentro das escolas de alvenaria', disse o prefeito.
Após a solenidade, Kassab esteve na Emef Parque das Flores, também na região de São Mateus. Inaugurada no fim de agosto para substituir uma unidade de lata, a escola estava com as aulas suspensas desde terça-feira, depois de protesto organizado por pais e líderes comunitários. Eles reclamavam que o prédio havia sido construído sobre uma rede de esgoto, o que impossibilitava o acesso dos alunos.
Para amenizar o problema, Kassab anunciou a liberação de R$ 1,2 milhão, verba que será usada em obras de pavimentação e canalização de esgoto no Jardim das Flores. À tarde, o subprefeito de São Miguel, Clóvis Luiz Chaves, se reuniu com representantes da Sabesp para tentar um acordo sobre a coleta de esgoto no bairro.
Kassab não quis dar um prazo para a solução do problema do esgoto. Mas prometeu aos moradores que vai construir, em caráter de emergência, mais uma escola para atender à demanda no Jardim das Flores.
JORNAL DA TARDE – 29/09/2006
Turma de jovens e adultos exige cuidado especial
MARIA REHDER
Criar parcerias entre a sociedade civil e o poder público com objetivo de combater a exclusão de jovens e adultos analfabetos por meio da oferta de ensino de qualidade. Esta é a proposta do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (Mova), criado por Paulo Freire em 1989, quando ainda era secretário municipal de Educação.
Para Salete Valesan Camba, diretora de Relações Institucionais do Instituto Paulo Freire, o educador - que, se estivesse vivo, completaria 85 anos neste mês - ficaria orgulhoso em ver que, mesmo após a sua morte, o Mova ainda continua vivo.
Além da criação de políticas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o movimento também deu origem ao Mova Brasil, um projeto criado em 2003 para alfabetização de pessoas acima de 15 anos que não tiveram acesso à escola. “Já atendemos 65 mil alunos com esse projeto. Atualmente, as turmas de EJA da rede pública contam com índices de
Salete ressalta, porém, que o Mova não se resume apenas a este projeto. O movimento defende o uso de uma pedagogia adequada em qualquer que seja a instituição de ensino de EJA. “Freire defendia que o processo de vida do aluno deve ser compreendido pelo professor.”
Entre as diretrizes do Mova estão a discussão entre as relações entre professor e aluno em aula e a ampliação de estados e municípios que tenham política pública para EJA. “Alguns estados ainda não assumiram a responsabilidade sobre EJA. Cabe a nós pressioná-los.”
Os educadores interessados em obter textos acadêmicos podem acessar o site www.paulofreire.org.
Flexibilidade
Segundo Hewerton Chaves, diretor da Escola Estadual Ministro Dilson Funaro, Zona Norte, as suas 8 turmas de EJA estão lotadas e contam com alunos de
O maior desafio da escola é driblar a evasão escolar que ocorre no final do ano. “Somos muitos flexíveis em relação ao horário, pois sabemos a dificuldade que é para o aluno de EJA conciliar seu trabalho com a escola. No entanto, os empregos temporários não permitem que o aluno freqüente a escola.”
Para Nadir Godoi, diretora da Escola Estadual Durval Evaristo dos Santos, de Itaquaquecetuba, o desafio é atrair o aluno de EJA. “Eles acham que não serão capazes de acompanhar. Entretanto, há três anos, aderimos ao Brasil Alfabetizado e saímos atrás da comunidade em busca de parcerias para EJA.”
Segundo a diretora, o programa consegue fazer com que pessoas de diferentes comunidades atuem como alfabetizadores em estabelecimentos do bairro. “Atendemos mais de 1,2 mil alunos de EJA fora da escola. Este projeto incentiva os alunos a voltarem à escola após alfabetizados. Como fruto desta ação, o número de salas de EJA da nossa escola saltou de 2 para 8 nos últimos 3 anos.”
Classe pequena corre o risco de ser fechada
O presidente em exercício do Sindicato dos Profissionais em Educação do Ensino Municipal (Sinpeem) Adelson Cavalcanti ressalta que os desafios da Educação de Jovens e Adultos (EJA) são a flexibilidade de horários e boa pedagogia. “O erro é aquela gestão que não permite que o aluno de EJA entre na 2ª aula ou não prepara seus professores para atender este público.”
Adelson destaca que a Secretaria Municipal de Educação - por causa de um processo de reorganização - pretende fechar as salas de EJA com menos de 30 alunos. “Não se pode fechar salas de EJA, pois sabemos como foi difícil conseguir que este público retornasse à escola”, diz.
Atualmente, existem na Capital 26.849 alunos no EJA I (Ciclo I) e 98.608 alunos no EJA 2 (Ciclo II).
Por meio de sua Assessoria de Imprensa, a Secretaria Municipal de Educação informa que em nenhum momento foi anunciada mudança no EJA, mas que há processo permanente de reorganização. “O número de classes de EJA e locais de funcionamento serão definidos de acordo com a demanda existente, após o processo de compatibilização no setor e microrregião.”
JORNAL DA TARDE – 19/09/2006
Escolas ficam mais caras
NAIANA OSCAR
Mantenha a calma, segure a raiva e comece a se preparar. A escola do seu filho vai ficar mais cara no próximo ano. As mensalidades devem ser reajustadas em 8%, em média, segundo estimativa do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo. O aumento pode ser maior ou menor, dependendo dos custos de cada escola.
O reajuste previsto não é tão alto como o de 2003, que chegou a 20%, mas também assusta, já que a previsão de inflação para este ano é de menos de 3%. “Meu salário não foi reajustado nesses níveis”, disse Celso Dantas, pai de Vitor, 6 anos, aluno do Colégio São Luís, na Capital. A mensalidade escolar corresponde a 10% do orçamento da família. “Reajustes sempre pesam no bolso.”
O aumento deverá ser comunicado aos pais até 45 dias antes de terminar o período de matrícula. Eles têm o direito de questionar o reajuste e pedir explicações à escola. De acordo com a assistente de direção do Procon-SP, Selma Amaral, a direção do estabelecimento deve mostrar o que a levou a cobrar mensalidades mais caras - subiram os gastos com luz, água? A folha de pagamento está pesando mais?
Caso os custos não sejam compatíveis com o reajuste de mensalidade, os pais devem argumentar e tentar uma negociação. Em último caso, se considerarem o aumento abusivo, podem recorrer a um órgão de defesa do consumidor.
A folha de pagamento da escola e os impostos são os dois itens que mais pesam nas contas da escola. Segundo o presidente do Sieeesp, José Augusto de Mattos Lourenço, juntos representam até 70% da receita de um estabelecimento de ensino. Lourenço diz acreditar que a estimativa de 8% de aumento deve se confirmar. “Se as escolas aumentarem muito mais as mensalidades, vão perder alunos”, comentou.
Ou sofrer ainda mais com a inadimplência, que de janeiro a junho deste ano chegou a 9,9% no Estado e a 15% só na Capital. “A escola é a última conta que os pais pagam, pois sabem que o filho não pode ser punido por isso”, disse Lourenço.
Esses números fizeram com que muitas escolas, principalmente a partir de janeiro deste ano, apelassem ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Os registros de pais devedores feitos por instituições de ensino particular em agosto correspondem a quase 1% do total.
O diretor do Colégio Cidade de São Paulo, Sylvio Gomide, lançou mão do recurso para punir certos tipos de pais devedores. Os que vão à escola e explicam os problemas da família conseguem fazer um acordo. Mas quem deixa de pagar e some do mapa, sem explicar por que está em débito, vai para o SPC.
Esses últimos representam 10% dos casos de inadimplência da escola, segundo Gomide. Para a diretora do Procon, Selma Amaral, fazer pressão por meio do SPC é incoerente, porque as escolas não são instituições financeiras, nem concedem crédito.
Liquidar a dívida é exigência das escolas para a rematrícula. Especialista em finanças pessoais, Gustavo Cerbasi diz que, para isso, toda a família deve fazer um esforço acima da média. Se o dinheiro não existe, Cerbasi indica quatro caminhos.
O mais vantajoso é o empréstimo consignado - as taxas de juros são mais baixas: 2,5% ao mês. Sem essa possibilidade, a dica é antecipar o 13º salário, com juros de 3,5% ao mês. Depois, vem o empréstimo pessoal, a 5,5% ao mês. E, por último, caso todas as alternativas tenham naufragado, o jeito é recorrer ao cheque especial - juros de 8% ao mês.
30% IRREGULARES
Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado, 30% das escolas particulares de educação infantil são ilegais
Cerca de 1.500 estabelecimentos funcionam normalmente, mas sem a autorização das Secretarias Municipais de Educação
Isso significa que não cumprem tudo o que é exigido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Para ter a certeza de que a escola não é irregular, os pais podem pedir aos responsáveis pelo estabelecimento a edição do Diário Oficial em que está publicada a autorização ou procurar a Coordenadoria de Ensino da região
O que os pais devem observar
SALA DE AULA
Tem de ser arejada e iluminada, com janelas em paredes diferentes e iluminação natural.
O aluno deve ficar com a luz principal no seu lado esquerdo
PAREDES
Limpas e de cores claras. Na educação infantil é interessante que tenham cartazes, colagens e fotos, na altura dos alunos
BANHEIROS
Limpeza é fundamental.
Observe se os vasos sanitários e as torneiras são compatíveis com o tamanho das crianças. É obrigatório ter banheiros separados para meninos e meninas
MÓVEIS
Armários e mesas pontudas são perigosos, principalmente para crianças da educação infantil. É bom que a sala tenha um lugar para o aluno guardar material
CARTEIRAS
Além de adequada ao tamanho da criança, devem ser confortáveis. Para o Ensino Médio, podem ser universitárias (de braço)
PÁTIO
Tem de ter uma área coberta e outra descoberta, compatíveis com o tamanho da escola e o número de alunos
O drama de escolher o 1º colégio
Especialistas alertam que não existe escola perfeita: busca deve considerar os valores da família e as características da criança
Agora em outubro começa a temporada de matrículas nas mais de 8 mil escolas particulares de São Paulo. Talvez você já esteja à procura da escola ideal para seu filho – tarefa penosa e nada fácil.
Para começar, um conselho dos especialistas: desista de procurar a escola perfeita. Ela ainda está para nascer. Você deve procurar um colégio que transmita aos alunos valores que sua família considere importantes. As características da criança também devem ser levadas em conta. “Se ela for introvertida, vai se beneficiar numa escola em que seja tratada de maneira pessoal’, explica a psicopedagoga e coordenadora do Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento (CAD), Silva Amaral. Um colégio grande costuma assustar alunos introvertidos.
A avó de Gabriel, de 8 anos, percebeu isso na prática. Diva Bean achava que a escola ideal para o menino teria de ser rigorosa com o conteúdo e tradicional, mas a experiência mostrou o contrário. “Ele não se adaptou. Chegou a se perder na escola.” Há um ano, Gabriel deixou a turma de 40 alunos num colégio da Zona Sul e passou a dividir a sala de aula com apenas quatro colegas. “Ele precisava de uma escola que lhe desse atenção.”
Mais importante do que conhecer o método pedagógico é perceber a filosofia da escola. Como notar isso? Observando como as pessoas se relacionam no ambiente escolar. “Você sente quando vai visitar a escola”, disse Silvia.
Quando fizer a visita, fique atento aos detalhes: como você é recebido, se os professores estão entusiasmados com o trabalho, se fazem cursos de aperfeiçoamento, se a gestão da escola é participativa. Outra dica é pedir para assistir a uma aula e dar uma olhada nos livros ou apostilas que são adotados. A localização é um critério a ser considerado, principalmente se a criança for pequena, mas a qualidade deve prevalecer.
A professora Isabel Capeletti, professora de pós-graduação em Educação da PUC-SP, está à procura de uma boa escola para os dois netos. Para ela, o diferencial é o clima e o diálogo. “O acesso à informação foi muito facilitado. Os professores não educam sozinhos. É preciso conversar.” Isabel não quer um colégio que torture a criança com conteúdo. “Não concordo com a idéia de que o aluno deve sofrer agora, para não penar mais tarde, com o vestibular. Isso é antecipar sofrimento”, disse. A professora ainda não encontrou o colégio dos netos. E olha que ela não exige muito: “Só quero que eles sejam felizes”.
JORNAL DA TARDE – 29/09/2006
As polêmicas Organizações Sociais
O ‘Repensando SP’ de quarta-feira vai discutir os problemas da Saúde
MARIA EUGÊNIA TOMAZINI
Nem todo mundo vê com bons olhos a parceria proposta pela Prefeitura com as Organizações Sociais (OSs)na área da saúde. O Ministério Público Federal (MPF), por exemplo, considera a parceria inconstitucional porque transfere a terceiros um dever do poder público, o de prover saúde ao cidadão. Já o Ministério Público Estadual (MPE) está preocupado com a fiscalização. “Ficamos sabendo de fraude na contratação de pessoal”, disse o procurador de Justiça João Francisco Viegas.
Podem se inscrever como OS associações, ONGs e outras entidades que atuam na área da Saúde, Meio Ambiente ou Cultura, sem fins lucrativos, com cinco anos de atuação e estatuto adaptado. Elas são escolhidas pela Secretaria Municipal de Saúde ou outro órgão da Prefeitura, sem licitação, e receberão seus recursos para administrar equipamentos públicos de saúde.
A Prefeitura vai repassar mensalmente o dinheiro para as OS e também fará a sua fiscalização com a Câmara Municipal e o Tribunal de Contas do Município (TCM). “Nesse formato de gestão temos metas a serem cumpridas que são boas para sociedade”, explica a secretária de Saúde Maria Cristina Cury.
O Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp) não concorda com a iniciativa. “As OS são o reconhecimento do poder público de sua incapacidade de prover saúde. Elas são, acima de tudo, um desrespeito à Constituição e são feitas sem controle do Tribunal de Contas. Mas o prefeito Kassab já sinalizou que, após as eleições, o governo estará aberto a novas discussões”, disse Cid Carvalhaes, presidente do Simesp.
As OS na Saúde é um dos temas que serão discutidos no debate “Repensando São Paulo” da próxima quarta-feira, realizado pelo JT. Para participar, basta acessar o site www.jt.com.br/repensando ou ligar para 11-6972-1390. O credenciamento pode ser feito no local, meia hora antes.
JORNAL DA TARDE – 29/09/2006
Biblioteca Mário de Andrade será restaurada
A Biblioteca Mário de Andrade será restaurada e modernizada. Entre outras mudanças, o projeto prevê um acesso pela Praça D. José Gaspar e a retirada das grades que hoje cercam o seu edifício. O governo do Estado de São Paulo cedeu, para servir de Anexo à biblioteca, o antigo prédio do Ipesp, na Rua Bráulio Gomes, o que ampliará, significativamente, a sua presença e os seus serviços.
