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10/11/2017 - CONTRA AS REFORMAS DE TEMER E O SAMPAPREV DE DORIA

SINPEEM leva milhares de profissionais de educação às ruas 
no Dia Nacional de Luta, convocado pelas centrais sindicais

        Mais uma vez a categoria deu provas de que realmente é de luta. Atendendo ao calendário do Plano de Lutas aprovado no 28º Congresso do SINPEEM, ocorrido em outubro, milhares de profissionais de educação da rede municipal de ensino, associados ao sindicato, participaram nesta sexta-feira, 10 de novembro, de ato unificado, convocado pelas centrais sindicais, no Dia Nacional de Luta. 

        O ato teve início em frente ao gabinete do prefeito, no Viaduto do Chá, onde os profissionais de educação deliberaram, em assembleia, sobre a manutenção da luta contra as reformas da Previdência e trabalhista – que entra em vigor neste sábado, 11 de novembro, destruindo direitos dos trabalhadores previstos na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) –, porque a luta do SINPEEM é em defesa de todos os trabalhadores, dos setores público e privado.

        Também foram deliberadas questões específicas, ratificando o posicionamento contrário da categoria às medidas que vêm sendo adotadas pelo governo Doria, como a publicação do estudo da Secretaria de Gestão, que aponta a possibilidade de atraso e até mesmo de parcelamento dos salários dos servidores municipais; o veto do prefeito ao projeto de lei que prevê a transformação do agente escolar em auxiliar técnico de educação; a publicação da Lei nº 16.710 (DOC de 04/10/2017), aprovada por 52 vereadores e que ampliará a terceirização da educação infantil na cidade de São Paulo; além da clara intenção de aprovar o projeto de lei que institui o Regime de Previdência Complementar e cria o Sampaprev.

        A categoria aprovou, ainda, que, a qualquer sinal da Prefeitura de atrasar ou parcelar os salários dos servidores ou mesmo de colocar em votação na Câmara Municipal o PL do Sampaprev a Diretoria do SINPEEM está autorizada a convocar imediatamente greve dos profissionais de educação e conclamar os demais servidores para greve geral do funcionalismo. Após a votação, todos saíram em caminhada em direção à avenida Paulista, passando pela Praça da Sé, onde várias entidades estavam concentradas.

        “Os servidores não são responsáveis pelo déficit público”, disse o presidente do SINPEEM, Claudio Fonseca, acrescentando que é inadmissível o sucateamento de setores essenciais para toda a população, como saúde e educação, e que o sindicato continuará lutando para defender os direitos de todos os servidores, inclusive dos ingressantes. (Assista ao vídeo

        “Somos contra qualquer medida, de qualquer governo, que tenha como meta a retirada de direitos dos trabalhadores. Não aceitamos a política de reajuste para os demais servidores, adotada desde 2003, com a aplicação de 0,01% sobre os salários”, afirmou o presidente do SINPEEM, lembrando que os profissionais de educação só garantiram reajustes para a categoria, mesmo em forma de abono complementar de piso, posteriormente incorporados aos padrões de vencimentos, porque foram à luta, como na campanha salarial deste ano, quando realizaram greve de 17 dias, em defesa de todos os direitos da categoria e atendimento às reivindicações. Entre elas, ampliação dos módulos docente e do Quadro de Apoio, isonomia entre ativos e aposentados, fim das terceirizações, prorrogação e realização de concursos, ampliação da rede física, garantia de um terço de hora/atividade para todas as jornadas e Jeif como jornada do cargo docente para todos que por ela optarem.

        Durante a caminhada, com palavras de ordem, os diretores do sindicato alertaram a população sobre a importância da união de todos trabalhadores de todos os setores públicos e privados para barrar as reformas do governo Temer e, aos profissionais de educação presentes ao ato, lembraram que é melhor perder um dia de salário do que perder direitos. “Estamos ganhando dignidade com o nosso movimento que, nesta sexta-feira, está realizando uma das maiores manifestações no país”, concluíram.

         Em defesa dos diretos dos trabalhadores:
  • contra as reformas da Previdência e trabalhista;

  • contra o Sampaprev;

  • contra as terceirizações e privatizações no serviço público;

  • contra o parcelamento de salários.

NENHUM DIREITO A MENOS!

Juntos somos fortes!

A DIRETORIA

CLAUDIO FONSECA
Presidente



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Fotos: Graça Donegati
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