19/08/2025 - Agosto Lilás: combater a violência de gênero é um dever de classe

O feminicídio no Brasil é um problema grave e estrutural. Apesar dos avanços legais, a letalidade feminina permanece alta, especialmente entre mulheres negras e vulneráveis. Por dia, quatro mulheres são assassinadas no Brasil, em mais de 90% dos casos por parceiros ou ex-parceiros. Uma tragédia anunciada que vem aumentando em razão do discurso de ódio que se propaga na sociedade, resquício do patriarcalismo que vem sendo incentivado pela retomada do conservadorismo numa escala mundial.
A violência contra a mulher não se concretiza apenas por meio de agressões físicas. Pode ocorrer de forma psicológica, sexual, patrimonial e moral. Identificar e ajudar as vítimas é dever de todos.
É fundamental respeitar as políticas públicas já existentes que combatem a violência de gênero e que sejam criados outros mecanismos que garantam às mulheres, em situação de vulnerabilidade e ameaça, o suporte necessário para romper com o ciclo de violência.
A assistência social atuando de forma integrada com as políticas de segurança pública e saúde, oferecendo apoio psicológico, jurídico e socioeconômico às vítimas pode assegurar a reintegração social e a autonomia das mulheres, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Todos podemos ajudar a combater a violência de gênero. Denuncie!
De forma mais imediata, se for violência física, a vítima deve acionar o 190. Se violência ocorrer de outra forma, a vítima, ou quem presenciar a agressão, deve acionar a Central de Atendimento à Mulher, pelo 180; as Delegacias da Mulher, o 156 da Prefeitura de São Paulo ou mesmo a Guarda Civil Metropolitana.
O Ministério das Mulheres também disponibiliza um canal via chat pelo WhatsApp (61) 99610-0180, que pode acionado de qualquer lugar do país.
ONDE DENUNCIAR NA CIDADE DE SÃO PAULO?
Para denúncias e esclarecimentos, ligue 156, digite 0, depois digite 5. Em seguida, digite 1 e aguarde o atendimento ou contate o WhatsApp (11) 3230-5156.
Quando a mulher é vítima de violência constante e não toma a iniciativa de denunciar, amigos(as), familiares ou até mesmo vizinhos(as) podem também acessar este serviço para receber orientações e ajudar a denunciar.
A DIRETORIA
CLAUDIO FONSECA
Presidente