Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo

02/02/2026 - PROFESSORES(AS) READAPTADOS(AS)



   A Secretaria Municipal de Educação (SME) mantém a decisão de retirar a Jeif dos(as) professores(as) readaptados(as) a partir de 01/02/2026, o que representa uma redução de aproximadamente 33% nos salários.

   O reinício das aulas na rede municipal de ensino de São Paulo ficará marcado como o dia da maldade contra professoras e professores.


O QUE A SME ALEGA


   A SME informou que, a partir desta data, será aplicada integralmente a Lei nº 18.221/2024, sob a justificativa de que:

• as liminares obtidas pelos sindicatos SINPEEM, SINESP e SEDIN foram suspensas pelo Tribunal de Justiça (TJ);

• o Município cumpriu a decisão judicial, que reconheceu apenas o direito dos(as) docentes optantes pela Jeif para o ano de 2025, direito este encerrado em 31/01/2026.

   Com isso, os professores(as) readaptados(as) perdem a Jeif e passam imediatamente a exercer suas funções e a receber remuneração pela Jornada Básica Docente (JBD).


ATUAÇÃO JURÍDICA E POLÍTICA DO SINPEEM


   Desde o início, o SINPEEM vem atuando de forma firme, permanente e responsável na defesa dos direitos da categoria:

• ingressou com ação civil pública, obtendo liminar e decisão favorável em primeira instância;

• atuou em todas as instâncias possíveis para manter a Jeif;

• denunciou os prejuízos funcionais e salariais causados pela Lei nº 18.221/2024;

• organizou e realizou manifestações públicas, paralisações e greve da educação, com a pauta central, com seguintes itens:

a) revogação da Lei nº 18.221/2024;

b) valorização salarial;

c) melhores condições de trabalho;

d) descongelamento dos quinquênios e da sexta parte;

e) fim do confisco previdenciário;

f) fim das atribuições correlatas e redução da jornada para o Quadro de Apoio.

   Estas lutas impediram a suspensão da Jeif a partir de 31/03/2025, mas o prefeito Ricardo Nunes e o seu secretário de Educação não desistiram de punir quem adoece.


ESCLARECIMENTOS IMPORTANTES


   Além das lutas políticas e das ações judiciais coletivas movidas pelos sindicatos que compõem a Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal - Coeduc (SINPEEM, SINESP e SEDIN), centenas de ações ordinárias individuais, ajuizadas por professores(as) com advogados(as) particulares, também tiveram suas liminares suspensas.

  Em várias destas ações, há sentenças afirmando não existir direito adquirido à permanência na Jeif, reforçando o entendimento restritivo adotado pelo Judiciário e pelo governo Nunes.


O QUE FAZER AGORA?


   Este cenário demonstra que a luta política e jurídica é difícil, mas que a reação coletiva, organizada e consciente é o caminho mais consistente para a defesa dos direitos da categoria.

   Situação atual das ações coletivas:

• as ações não foram extintas e ainda haverá o julgamento do mérito das Ações Civis Públicas no Tribunal de Justiça;

• com esse julgamento, será possível avaliar novos encaminhamentos jurídicos cabíveis.


POSIÇÃO DO SINPEEM


   Caso a Justiça não reconheça a inconstitucionalidade da Lei nº 18.221/2024, conforme defendido pelo SINPEEM e demais sindicatos, a categoria deverá manter e intensificar a mobilização política e sindical pela revogação da lei, única forma de restabelecer plenamente os direitos retirados.

   A greve, por tempo indeterminado, com a participação de todos os profissionais de educação – readaptados(as) ou não, ativos(as) e aposentados(as) –, deve ser a resposta até que o governo restabeleça direitos, respeite e valorize a educação e os seus profissionais.

   A luta continua! O SINPEEM seguirá:

• defendendo os professores(as) readaptados(as);

• utilizando todos os meios jurídicos, políticos e sindicais;

• fortalecendo a organização coletiva como instrumento fundamental de resistência.

   Nenhum direito a menos. A luta é coletiva.


A DIRETORIA

CLAUDIO FONSECA
Presidente

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