Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo

11/03/2026 - Campanha salarial 2026 Coeduc: ou paramos a rede ou não haverá conquistas

A história da educação municipal de São Paulo demonstra uma verdade fundamental: nenhum direito foi conquistado sem mobilização da categoria.

Hoje, enfrentamos um cenário de fortes ataques aos serviços públicos e à educação, com políticas que avançam sobre:

 direitos dos profissionais da educação;

 estabilidade no serviço público;

 financiamento das políticas sociais;

 gestão democrática das escolas;

 confisco previdenciário.

No município, a gestão do prefeito Ricardo Nunes aprofunda políticas de privatização, terceirização e desvalorização dos profissionais da educação.

Diante deste cenário, o SINPEEM, o SEDIN e o SINESP, entidades que compõem a Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc), defendem a construção de um movimento forte entre os sindicatos que defendem a escola pública estatal, cargos e carreiras, capaz de enfrentar os ataques do governo e conquistar:

 valorização salarial;

 melhores condições de trabalho;

 políticas de prevenção e assistência à saúde;

 respeito às carreiras;

 fim do confisco previdenciário;

 revogação da Lei nº 18.221/2024;

 descongelamento, com efeito retroativo;

 redução da jornada de trabalho;

 redução do desconto previdenciário;

 atendimento às demais reivindicações da categoria.

Mas, uma mobilização forte não se constrói por decreto. É construída nas escolas, no diálogo com a categoria e na organização da base.


MARÇO: MÊS DE DISCUSSÃO, ORGANIZAÇÃO E MOBILIZAÇÃO

Durante os congressos do SINPEEM, do SEDIN e do SINESP foram aprovadas reivindicações comuns às três entidades, reafirmando:

 a unidade na defesa das carreiras docente e do Quadro de Apoio;

 a luta contra a política do governo de transformar salário em remuneração por subsídio;

 o combate ao confisco previdenciário;

 a defesa da valorização profissional, com salário digno, formação continuada, saúde e condições de trabalho.

Também foi reafirmado que as entidades não participarão de atos com organizações que apoiam a política de substituição do salário por subsídio, por se tratar de um grave ataque às carreiras.


PLENÁRIA SINDICAL E REUNIÕES DE REPRESENTANTES

A Coeduc realizou plenária sindical para discutir e organizar o Plano de Lutas de 2026, aprovado como indicativo nos congressos das entidades.

A avaliação comum foi clara: para realizar paralisações, manifestações e assembleia para decidir sobre greve é necessário ampliar o debate e a mobilização nas escolas. Por isso, foi definido que todo o mês de março será dedicado à organização da categoria com:

 reuniões de representantes e conselheiros sindicais;

 divulgação da pauta de reivindicações;

 visitas às unidades educacionais;

 debates nas escolas;

 mobilização da categoria para participação nas paralisações, manifestações e assembleias.

A greve é uma necessidade reconhecida pelas entidades e precisa ser debatida, construída e decidida pela base da categoria, em assembleia representativa.


MAIO É A NOSSA DATA-BASE

MARÇO É O MÊS PARA ORGANIZAR A LUTA

As reuniões realizadas até agora indicaram que, apesar dos ataques do governo, ainda é necessário ampliar o trabalho de convencimento e organização da categoria. Desta forma, durante o mês de março devemos:

 discutir a pauta de reivindicações nas escolas;

 realizar reuniões com os trabalhadores da educação;

 organizar a participação nas mobilizações;

 preparar paralisações e atos;

 fortalecer a unidade da categoria.

Cada escola precisa discutir a campanha salarial. Sem debate nas unidades não haverá mobilização suficiente para conquistar direitos.


DATA DA PARALISAÇÃO, MANIFESTAÇÃO E ASSEMBLEIA SERÁ ANUNCIADA PELA COEDUC

Durante os congressos e reuniões das entidades foram apresentadas algumas datas para a primeira paralisação da categoria e, após as reuniões e debates, considerando que:

 a nossa data-base é maio;

 a necessidade de mobilizar dezenas de milhares de profissionais da educação;

 e a importância de fortalecer a organização nas escolas, foi decidido dedicar o mês de março à mobilização e organização da categoria.

A Coeduc anunciará a data da paralisação, manifestação e assembleia geral, que decidirá sobre a deflagração da greve.


PARTICIPE E ORGANIZE A SUA ESCOLA

Ajude a organizar e mobilizar os seus colegas para as paralisações, manifestações e a assembleia que decidirá sobre a greve.
Para conquistar avanços precisamos parar todas as escolas e sermos dezenas de milhares nas ruas.


NOSSAS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES:

 revogação da Lei nº 18.221/2024;

 manutenção dos profissionais readaptados na Jeif;

 fim do confisco previdenciário;

 pagamento retroativo de quinquênios e sexta parte;

 realização de concursos públicos;

 defesa da gestão democrática das escolas;

 combate às privatizações, às terceirizações e à militarização da educação.


DIREITOS NÃO SE PEDEM, SÃO CONQUISTADOS COM MOBILIZAÇÃO
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