19/07/2006 – CLIPPING

O Clipping Educacional do SINPEEM tem como finalidade
manter os profissionais de educação filiados ao sindicato informados
sobre as publicações diárias dos principais jornais impressos e sites
sobre a área de educação. Portanto, os textos apresentados
não expressam a opinião do SINPEEM.
FOLHA DE SÃO PAULO – 19/07/2006 (TENDÊNCIAS/DEBATES)
Educação, crime e desemprego
ANTONIO DELFIM NETTO
NAS ÚLTIMAS duas semanas confirmaram-se os piores temores sobre o futuro dos cidadãos que vivem no Estado de São Paulo. Estão a nos indicar que sua paciência e tolerância estão se esgotando. Podemos estar chegando àquele ponto em que o sufrágio universal responde com radicalidade.
Foram três esses indicadores: 1º) a evidente incapacidade do Estado de controlar a violência, que se organizou sob a complacência dos governantes, como já acontecera nos anos 80 no Rio de Janeiro.
Transacionaram, talvez inconscientemente, um pouco de tranqüilidade aparente por uma acomodação no tratamento dos criminosos. Não se trata dos direitos humanos que devem ser respeitados: trata-se de um certo desinteresse das autoridades que "detestam falar do assunto", o que tornou possível a formidável organização tática e estratégica do crime a que assistimos atônitos; 2º) o estado absolutamente deplorável a que chegou a educação fundamental pública
Os três são, basicamente, produto da baixa qualidade do ensino público. Foram gestados lentamente, ao longo de uma geração, por governos que trocaram a obrigação de educar pelo "exibicionismo pedagógico". Quando fingiram preocupar-se com a questão, atacaram o problema da "quantidade" e exterminaram a "qualidade", como agora se confirmou. A solução definitiva dos três problemas será lenta: uma revolução cuidadosa, inteligente e persistente na educação fundamental proporcionada pelo Estado, que deveria ter começado anteontem...
ANTONIO DELFIM NETTO escreve às quartas-feiras nesta coluna (dep.delfimnetto@camara.gov.br)
O ESTADO DE SÃO PAULO – 19/07/2006
Jovens voluntários buscam o Brasil
Cresce o número de estudantes estrangeiros que pagam até R$ 18 mil para trabalhar de graça em ONGs do País
Renata Cafardo
Eles pagam até 5 mil (R$ 18 mil) para vir ao Brasil trabalhar de graça. Empresas de intercâmbio internacional descobriram no voluntariado a mais nova maneira de atrair estudantes estrangeiros ao País. Os jovens estudam um pouco de português e logo são encaminhados a ONGs parceiras para trabalhar, principalmente com crianças carentes ou em projetos ambientais.
“É uma experiência de vida única. Além de aprender a língua, conheço a cultura brasileira. Isso tudo vai contar muito quando voltar para casa”, diz o francês Romaim Coiffard, de 19 anos, que trabalha numa instituição com meninos de um bairro pobre no interior do Espírito Santo. A oferta brasileira casa bem com a valorização crescente que existe na Europa e nos Estados Unidos do trabalho voluntário e da vida fora do seu país.
A maioria dos que procuram esse tipo de programa terminou o ensino médio e ainda não ingressou na universidade. Eles têm entre 18 e 25 anos e fazem o que lá é chamado de gap year, ou o ano do intervalo, da pausa para direcionar melhor o futuro. Ao voltar para casa, a experiência de trabalho voluntário soma pontos no currículo para conseguir boas vagas no ensino superior.
Mas eles chegam também com a típica vontade do jovem de mudar o mundo. “Vi crianças nos faróis que tinham de estar na escola”, diz Fiona Mathews, inglesa de 18 anos que chegou a São Paulo neste mês para trabalhar na ONG Monte Azul, na favela de mesmo nome, na zona sul da capital.
“Quero poder fazer as crianças mais felizes”, completa a colega Georgina Bull, que chegou junto e aguardava sua viagem para Florianópolis, onde faria seu trabalho voluntário. As duas moças mal sabem soletrar seus nomes em português, tiveram poucas aulas da língua, mas teriam de se comunicar com as crianças das instituições.
“Eles moram em casas de famílias brasileiras e, quando vão embora, já falam muito bem a língua”, diz Davina Cowan, da Experimento Intercâmbio Cultural, que trará cerca de 80 estrangeiros neste ano para programas de trabalho voluntário. A procura, segundo ela, tem aumentado a cada ano; em 2005, foram somente 30 estudantes.
VISTO ESPECIAL
Os estrangeiros pagam pelo programa a empresas parceiras nos seus países e o valor já inclui as passagens e a moradia. Muitos vêm com vistos de turista e ficam, portanto, no máximo três meses. Em 2005, o Ministério das Relações Exteriores divulgou uma resolução normativa sobre vistos específicos para essa situação. Para consegui-lo, é preciso provar a relação com a ONG em que se vai atuar. O prazo máximo de permanência é de dois anos.
O alemão Joachim Wilcke, de 19 anos, está aqui desde março trabalhando como monitor na Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae) do Rio Grande do Norte. Ele pagou 3.500 (R$ 12,6 mil) para vir ao Brasil por meio de um programa oferecido pela empresa AFS Intercultura.
Segundo ele, o pacote brasileiro era um dos mais baratos oferecidos na Europa. Vizinhos na América Latina, principalmente o Paraguai, além de países da Ásia e a Nova Zelândia também oferecem o voluntariado para estrangeiros. “Estou aprendendo muito e me divertindo também”, diz, já em bom português.
BONS PARCEIROS
“Os estrangeiros são os melhores voluntários que temos. Os brasileiros não se comprometem, acham que só porque são voluntários podem vir um dia, faltar outro”, diz o coordenador-executivo da ONG Crescer e Viver, Junior Perim. Sua instituição atende 300 crianças carentes de São Gonçalo, no Rio, e oferece atividades de arte e educação como circo, teatro, capoeira e dança.
Atualmente, trabalham com ele uma americana e uma alemã que chegaram por intermédio de outra ONG chamada Iko Poran. Diferentemente das outras que oferecem programa de voluntariado no Brasil, essa não é uma empresa de intercâmbio, mas uma instituição que participa de uma rede mundial de ONGs e faz contatos com voluntários que queiram trabalhar no Brasil. O preço é menor: são R$ 1.500 e o jovem fica alojado em uma espécie de pensão.
A Brazilian Educational & Language Association (Belta), associação que reúne empresas de intercâmbio no País, não tem números de estudantes que vêm trabalhar como voluntários, mas garante que a procura vem crescendo. O certo é que o inverso praticamente não existe. Brasileiros só procuram por trabalho fora do País quando podem ser remunerados.
Programa troca ações por créditos na universidade
SIMONE IWASSO
No Estado de São Paulo ao menos duas iniciativas foram criadas para incentivar a participação de jovens universitários em atividades voluntárias. Mas sempre com uma contrapartida. Um projeto de lei aprovado pela Assembléia Legislativa, e sancionado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), criou o Programa Universidade na Comunidade, com o objetivo de converter em créditos nos cursos de graduação as atividades em entidades filantrópicas. Assim, os estudantes poderiam atuar em organizações e ter suas horas revertidas em créditos acadêmicos. A regulamentação da lei, que ditará como isso poderá ser feito, ainda está em fase de elaboração. Outro tipo de atividade é o projeto Escola da Família, da Secretaria de Estado da Educação, que fornece bolsa a jovens universitários carentes que participam de atividades em escolas públicas nos fins de semana.
O ESTADO DE SÃO PAULO – 19/07/2006
Capes recomenda 147 novos cursos
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) recomendou 147 novos cursos de pós-graduação. Foram aprovados 83 mestrados, 44 doutorados e 20 mestrados profissionais. Avaliadas 408 propostas, 225 foram rejeitadas – 36 ainda serão analisadas. A área com maior número de cursos aprovados foi a multidisciplinar, com 18 projetos.
JORNAL DA TARDE – 19/07/2006
Inscrições abertas para nova temporada
O Paço das Artes está com inscrições abertas para receber projetos para a Temporada 2007-2008. Os artistas podem inscrever seus trabalhos até o dia 9 de agosto. A seleção será entre os dias 16 e 18 de agosto e a divulgação do resultado, em setembro.Regulamento para entrega dos trabalhos no www.pacodasartes.sp.gov.br. Mais informações pelo telefone (11) 3814-4832
