Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo

27/06/2006 – CLIPPING


O Clipping Educacional do SINPEEM tem como finalidade
manter os profissionais de educação filiados ao sindicato informados
sobre as publicações diárias dos principais jornais impressos e sites
sobre a área de educação. Portanto, os textos apresentados
não expressam a opinião do SINPEEM.

JORNAL DA TARDE – 27/06/2006
Como lidar com os apelidos pejorativos 

MAÍRA TEIXEIRA 

Um apelido pode marcar a vida de uma pessoa, e não apenas a fase escolar de uma criança. Para evitar que o que parece ser uma brincadeira - chata e incômoda na maioria das vezes - se transforme em uma fonte constante de diminuição da auto-estima, professores e pais devem ficar atentos e aprender a lidar com esse problema tão comum nas escolas.
A professora da faculdade de educação da PUC-SP, Leda Maria Oliveira Rodrigues, destaca que o professor tem um papel fundamental para impedir que o apelido "pegue". "Quando ouvir um aluno usando um apelido para debochar de um colega, é preciso chamar a atenção na hora, explicando que a criança tem um nome. Deve-se também inverter os papéis e fazer com que o aluno que está xingando se coloque no lugar do outro para entender como se sente o alvo da brincadeira de mau gosto. "
Leda Maria explica que existem dois tipos de apelidos e que, para cada um deles, existe um tipo de coação. "Quando os apelidos agressivos são sobre características físicas do aluno, como a obesidade, os professores têm de conversar com os pais da criança para que seja corrigida sua alimentação e até que se procure um tratamento. Dessa forma, os pais podem tentar corrigir o problema e evitar o constrangimento." Quando não é possível corrigir o problema, como uma deficiência física ou mental, é hora de trabalhar com a classe toda a questão da inclusão. "O professor tem de estimular e ensinar que cada um tem sua diferença e que isso não é motivo de piada. É hora de ensinar o respeito ao próximo. E isso não se aprende da noite para o dia, leva tempo. Portanto, deve ser trabalhado de maneira contínua e reflexiva."

Agressividade x timidez

A mudança de atitude do filho em casa ou do aluno dentro da sala de aula denuncia o problema. "Os pais têm de ficar alertas quando a criança não quer voltar para a escola ou chora quando tem de ir. Já os professores devem redobrar a atenção quando o estudante fica muito retraído ou agressivo. Isso demonstra dificuldade de relacionamento de quem está sofrendo", ressalta Içami Tiba, psiquiatra especializado em adolescentes.
De acordo com o especialista, as reações do aluno podem ser diferentes, mas quem é alvo de gozações sempre muda de atitude e, portanto, esses sinais ficam evidentes. "O aluno fica mais quieto, mais tímido do que o habitual ou, em outro extremo, começa a ficar muito agressivo com os colegas."
A menção dos nomes pejorativos deve ser evitada pelos professores, ou seja: ao abordar a questão em classe, não se deve dizer o apelido em voz alta e nem pedir para a criança ou adolescente que inventou a gozação repetir o nome na frente de toda a turma.
"Isso é um erro, porque reforça para a classe o que foi dito. Além disso, quem não escutou vai dar risada pela primeira vez, ou seja, o alvo da brincadeira vai ficar duplamente machucado. Nessa hora é importante conversar e explicar que cada um tem um nome e que isso deve ser respeitado. O importante é o professor não deixar a situação persistir. É preciso trabalhar as diferenças entre as pessoas, ressaltando o valor de cada um dentro do grupo", orienta o psiquiatra.

O ESTADO DE SÃO PAULO – 27/07/2006
Tribunal manda demitir cotistas 

Prefeitura de Porto Alegre recebe ordem para exonerar dez negros 

Elder Ogliari 

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul determinou que a prefeitura de Porto Alegre exonere dez professores negros que foram contratados pelo sistema de cotas raciais.
Os conselheiros da 2ª Câmara consideraram inconstitucional uma lei municipal em vigor desde 2003 que estabelece a reserva de 12% das vagas dos concursos públicos municipais para negros e pardos.
O relator do processo, Pedro Henrique Figueiredo, disse que é favorável à política de cotas, mas advertiu que ela não está prevista na Constituição e, por isso, não pode ser aplicada.
Figueiredo lembrou ainda que as exceções à regra da igualdade deveriam estar no texto constitucional para poderem ser aplicadas.
A decisão não foi provocada por denúncia ou reclamação de pessoas que poderiam ter se sentido prejudicadas por terem perdido uma vaga para os contratados.
Os conselheiros chegaram à conclusão de que houve irregularidade nas contratações através da análise rotineira dos atos do prefeito José Fogaça (PPS).

RECURSO

A procuradoria-geral do município vai apresentar recurso ao próprio tribunal até o dia 14 de agosto. Se não conseguir derrubar a decisão, a prefeitura poderá levar o caso à Justiça comum e, na seqüência, ao Supremo Tribunal Federal.
Os professores poderão continuar trabalhando enquanto o caso estiver tramitando em qualquer instância da Justiça.

FOLHA DE SÃO PAULO – 27/07/2006
Aluno diz ter sido agredido por ser negro 

DA SUCURSAL DO RIO

Aluno cotista do 7º período da Faculdade de Pedagogia da Uerj, Paulo Henrique da Silva, 25, acusa sete seguranças da universidade de tê-lo espancado no hall do prédio principal da instituição. Negro, vestido de modo simples, ele teria sido confundido com um ladrão.
A direção da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) não quis comentar o caso, ocorrido às 19h20 do último dia 20. Segundo a assessoria, a universidade ainda apura o que aconteceu. Silva registrou queixa na 20ª Delegacia de Polícia, em Vila Isabel, zona norte, e disse ontem à Folha que está contratando um advogado para processar a Uerj.
 

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