Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo

01/08/2006 – CLIPPING


O Clipping Educacional do SINPEEM tem como finalidade
manter os profissionais de educação filiados ao sindicato informados
sobre as publicações diárias dos principais jornais impressos e sites
sobre a área de educação. Portanto, os textos apresentados
não expressam a opinião do SINPEEM.

FOLHA DE SÃO PAULO – 01/08/2006 (TENDÊNCIAS E DEBATES)
Remunerar o desempenho

O AUMENTO salarial concedido pelo prefeito Gilberto Kassab (PFL) aos professores da rede municipal de São Paulo é bem-vindo. As gratificações, que não incidem sobre as aposentadorias, variam de 9,8% a 54,3%, dependendo da formação, da jornada e da base de vencimentos do docente. A categoria estava sem aumentos reais desde 2002.
Baixos salários são um dos ingredientes responsáveis pelo mau desempenho das escolas paulistanas nas avaliações do Ministério da Educação. Na Prova Brasil, realizada em 2005, São Paulo ficou na 21ª posição entre as 26 capitais brasileiras na prova de língua portuguesa.
O município precisa de professores mais qualificados, o que implica, entre outras medidas, pagar salários melhores. A proposta de Kassab, que ainda vai passar pela Câmara Municipal, tem o mérito de visar aos docentes que efetivamente dão aulas. Não contempla aposentados, pensionistas e professores lotados em funções burocráticas.
É preciso, porém, avançar mais nesse quesito e criar modos de aferir a produtividade de cada servidor e pagar-lhe segundo seu desempenho. Ao que consta, a administração municipal está avaliando um modo de fazê-lo.
O sistema atual convida à ineficiência e à acomodação. Ao igualar todos os docentes, dos mais ativos àqueles que pouco contribuem para o aprendizado de seus alunos, não oferece nenhum incentivo a que se destaquem. Se algum o faz, é por amor ao ofício, e não pelo estímulo de uma estrutura que distingue, inclusive na remuneração, os melhores.
O ensino público terá mais chances de sair do marasmo e da mediocridade aos quais se recolheu quando o sistema identificar as melhores escolas e os melhores professores e recompensá-los com recursos e salários condizentes com o desempenho.

FOLHA DE SÃO PAULO – 01/08/2006
Cai o número de aprovados no ensino médio em São Paulo 

Taxa de 77,4% de alunos que avançaram de série em 2005 é a mais baixa já analisada pelo Tribunal de Contas desde 1997

Governo diz que a queda na aprovação foi reflexo do aumento de alunos matriculados, que antes não cursavam o ensino médio
 

FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL

Ano a ano, menos estudantes do ensino médio estadual de São Paulo, o antigo colegial, conseguem avançar para a série seguinte. Dados da Secretaria da Educação mostram que 2005 foi o ano em que houve a menor taxa de aprovação nesse nível de ensino desde 1997.
As informações foram enviadas pela pasta ao TCE (Tribunal de Contas do Estado), que, além dos gastos do governo, avalia seus indicadores de gestão -1997 foi o primeiro ano que o órgão analisou a aprovação escolar. Desde então, a taxa só melhorou em 1998 e 2001.
Segundo o relatório, no ano passado, 77,4% dos alunos avançaram de série; em 1997, eram 83,6%. Em 2004, o índice foi de 78,3%. Considerando que em 2005 a rede estadual possuía 1,6 milhão de alunos matriculados, isso significa que quase 365 mil secundaristas não foram aprovados em 2005.
Diferentemente do ensino fundamental (antigo primário e ginásio) nas escolas estaduais, na educação média o aluno pode ser retido em qualquer série.

Motivos

Educadores ouvidos pela Folha têm explicações diferentes para a queda. Uma parte culpa a progressão continuada no ensino fundamental, aliada a uma má qualidade de ensino; a outra aponta a possibilidade de ter havido uma mudança de orientação do governo estadual.
"Com a política de ciclos, o aluno vai sendo empurrado, carregando dificuldades", diz a psicóloga e coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Ângela Soligo. No sistema de ciclos, o estudante só pode ser reprovado na quarta ou na oitava série do fundamental.
Opinião parecida tem a presidente em exercício da Apeoesp (associação dos professores da rede estadual), Maria Izabel Azevedo Noronha. "Além disso, o ensino médio não tem identidade. O aluno não vê estímulo para estudar."
Já Dagmar Zibas, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, aponta outra possibilidade. "Pode ser que tenha havido uma mudança de indicação da secretaria. Me parece que antes a intenção era aprovar o maior número possível de alunos, para melhorar os índices."
A assessoria de imprensa do TCE disse que o órgão não comentaria os dados. As informações sobre a aprovação foram retiradas do relatório de contas anuais da administração estadual, exercício 2005, quando o governador do Estado era Geraldo Alckmin (PSDB).

Outro lado

A queda na aprovação no ensino médio é reflexo do aumento no número de jovens que chegam e permanecem nesse nível. Ou seja, alunos que antes deixavam a escola, agora seguem os estudos, mas têm dificuldades. Essa é a explicação dada pela diretora do centro de informações educacionais da Secretaria da Educação, Maria Nicia de Castro, que respondeu em nome do governo Cláudio Lembo (PFL).
Citando dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), Castro destaca que, em 1999, 49,9% dos jovens de 15 a 17 anos cursavam o ensino médio; tal percentual subiu para 67,4% em 2004. "É impossível que, com esse grande aumento, também não houvesse um aumento na reprovação."
Isso porque esses novos alunos, diz Castro, já vinham com dificuldades, pois boa parte estava fora da idade ideal para cursar o ensino médio.

"É difícil conciliar estudo e trabalho", afirma estudante 

DA REPORTAGEM LOCAL

"Acabo o trabalho cansada, é difícil conciliar com o estudo." Para Rosicleide Rodrigues da Silva, 22, esse foi o motivo de ela ter sido reprovada no ano passado na primeira série do ensino médio, em uma escola estadual em São Mateus (zona leste de São Paulo).
Como já estava fora da idade ideal para cursar o ensino médio, Rosicleide decidiu entrar no supletivo neste ano. E foi reprovada novamente, devido ao excesso de faltas.
A estudante trabalha das 8h às 19h em um consultório dentário. "É difícil ter ânimo depois para estudar. E quem trabalha não tem tempo para fazer os trabalhos que os professores pedem", conta. "Muita gente desiste. Mas estou insistindo, porque eu preciso me formar para melhorar."
Também aluno da rede estadual, Vinicius Teixeira de Carvalho, 19, afirma que vários colegas reprovam "por birra".
"Os que repetem é porque brigaram com o professor e decidem não entregar os trabalhos, por birra", diz o estudante, que está no terceiro ano do ensino médio de uma escola estadual de Osasco (Grande São Paulo). "A maioria dos alunos não tem interesse e não cobram muito do professor. É até fácil passar de ano."

Mudança


Já para o professor Antonio de Oliveira, que leciona em escolas estaduais na região sul da cidade, os próprios educadores cansaram aprovar os alunos "que mal são alfabetizados".
"Para o governo, é melhor aprovar todo mundo, porque melhora os índices. Mas os professores se cansaram disso", diz Oliveira, que foi professor de sociologia e filosofia na rede estadual por dez anos e agora prefere lecionar educação física. "É [a disciplina] a que os alunos mais dão importância. O ensino está desvalorizado."
Uma desvalorização no ensino também é citada pela presidente da Associação Estadual de Pais e Alunos, Hebe Tolosa. "Não há professores suficientes para disciplinas como matemática, física e química, em que os alunos mais repetem."
Aliado a esses problemas, Tolosa cita o próprio perfil do aluno do ensino médio. "Em geral, ele já trabalha. E como a escola é ruim, ele não vê motivo para estar ali." (FT)

O ESTADO DE SÃO PAULO – 01/08/2006
MEC tenta organizar curso tecnológico

Para que possa avaliá-los, ministério criou 8 áreas profissionais e 96 denominações para os 3,5 mil cursos existentes 

Lisandra Paraguassú 

O Ministério da Educação (MEC) conseguiu reduzir a 8 áreas profissionais e 96 denominações os 3,5 mil cursos tecnológicos de nível superior existentes no País. O catálogo de denominações, lançado ontem pelo Ministério da Educação, vai permitir que esse tipo de curso - considerado superior, mas não de graduação, por ter uma duração mais curta - seja avaliado pelo ministério.
Até o início deste ano, os 3,5 mil cursos que existem no País usavam 1,2 mil nomes. Eram cursos nas mesmas áreas, com o mesmo tipo de formação, mas com denominações variadas. Algumas, extremamente específicas. Outras, muito gerais. Muitas que davam o mesmo tipo de formação, mas tinham nomes diferentes.
O atual catálogo concentra as áreas de formação tecnológicas em Agropecuária e Recursos Pesqueiros, Comércio e Gestão, Artes, Comunicação e Design, Construção Civil, Geomática e Transportes, Lazer e Desenvolvimento Social, Turismo e Hospitalidade, Indústria, Química e Mineração, Informática e Telecomunicação, Meio Ambiente e Tecnologia da Saúde. A concentração é o primeiro passo para o MEC conseguir incluir os cursos tecnológicos no Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes) e colocar os alunos no Exame Nacional do Desempenho do Aluno (Enade), o sucessor do Provão.
A lei que criou o Sinaes prevê que todos os cursos superiores sejam avaliados pelo menos a cada três anos. No entanto, as avaliações são feitas a partir de áreas determinadas a cada ano. Como os cursos tecnológicos não tinham áreas, ficava impossível encaixá-los nas avaliações. "Facilitamos o trabalho da Secretaria de Ensino Tecnológico e a avaliação, que deve ser feita com todos os cursos superiores", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Nem todos os cursos existentes hoje couberam nas atuais denominações. Haddad explica, no entanto, que nem por isso necessariamente eles deixarão de existir. Ou terão de se adaptar, modificando o currículo para se encaixar a uma das existentes, ou ficarão como cursos experimentais até terem o que o ministro chama de "densidade tecnológica" - ser aperfeiçoado até justificar a criação pelo MEC de uma nova denominação. "O catálogo não vai engessar as inovações na área de tecnologia. O que vamos fazer é criar condições de aperfeiçoamento", explicou Haddad.
A área de cursos tecnológicos é uma das que mais crescem no País. Em 1998, eram 258 cursos. Em 2004 já chegavam a 1.804. O número de matrículas subiu 170% no período. Passou de 56.822 em 1998 para 153.307 em 2004 (3,7% das matrículas de nível superior no País).
Apesar de ter crescido a oferta de cursos e o número de matrículas, a demanda não foi a que as instituições esperavam. Em 1998, 79% das vagas nesses cursos estavam preenchidas. Em 2004, caiu para apenas 47%. Na semana passada, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo teve de desistir de abrir, por falta de candidato, sete dos dez cursos tecnológicos que havia criado.
O ministro da Educação atribui parte dessa dificuldade à falta de avaliação e de conhecimento sobre a qualidade desses cursos.
De acordo com Haddad, a falta de avaliação faz com que o mercado desconheça a qualidade dos cursos e por isso prejudica os alunos formados por eles. "Há muitas reclamações de estudantes que não conseguem sensibilizar o mercado de trabalho sobre a qualidade da formação que receberam nesses cursos", disse.

ÁREAS DO CATÁLOGO E EXEMPLOS DE CURSOS 

Agropecuária e Recursos Pesqueiros: Nessa área são incluídos cursos de Cafeicultura, Horticultura, Agroindústria

Artes, Comunicação e Design:Cursos de Fotografia, Produção Cênica, Design de Moda, Produção Audiovisual

Comércio e Gestão: Cursos de Marketing, Gestão Financeira, Secretariado

Construção Civil, Geomática e Transporte: Cursos de Gestão Portuária, Obras Hidráulicas, Transporte Aéreo

Lazer, Desenvolvimento Social, Turismo e Hospitalidade: Cursos de Gastronomia, Hotelaria, Eventos, Gestão de Turismo

Indústria, Química e Mineração: Cursos de Alimentos, Polímeros, Produção Têxtil, Produção Moveleira, Produção de Cachaça, Petróleo e Gás

Informática e Telecomunicação: Cursos de Banco de Dados, Gestão de Telecomunicações, Sistemas para Internet, Jogos Digitais, Análise e Desenv. de Sistemas

Meio Ambiente e Tecnologia da Saúde: Cursos de Gestão Ambiental, Gestão Hospitalar, Segurança no Trabalho

NÚMEROS 

96 nomenclaturas de cursos superiores de tecnologia fazem parte do catálogo

1.236 denominações de cursos havia no País antes de o MEC lançar o catálogo

3.548 cursos superiores de tecnologia existem hoje no Brasil

200.458 vagas em cursos havia em 2004, segundo o MEC. Em 1994, eram 23 mil

94% das vagas em instituições públicas estão preenchidas

Para reitor, catálogo do ministério é camisa-de-força 

RENATA CAFARDO 

Para o vice-presidente do Conselho de Reitores de Universidades Brasileiras (CRUB), Valmor Bolan, o catálogo é "uma camisa-de-força" para as instituições. "O mercado é muito rápido, temos de ser ágeis", diz ele, que é também reitor da Universidade de Guarulhos (UNG). A instituição oferece dez cursos superiores de tecnologia atualmente e planeja abrir outra dezena.
Bolan aguardava o lançamento do catálogo para decidir quais cursos poderia lançar em breve no mercado. As universidades, segundo a legislação, têm autonomia para criar cursos, mas o Ministério da Educação (MEC) agora sugere que eles se adaptem ao que consta no catálogo. "Podemos até inventar outras nomenclaturas, mas depois, para reconhecer o curso no MEC, vamos ter dificuldades. Isso inibe a criatividade das instituições."
As universidades puderam fazer propostas de modificações no catálogo durante o primeiro semestre. O MEC aceitou 12% das sugestões de inclusão ou alteração de nomenclaturas.
O número de vagas em cursos superiores de tecnologia cresceu mais de 600% nos últimos dez anos, segundo o MEC. Entre as pioneiras no oferecimento de algumas áreas está a Universidade Anhembi Morumbi, que criou os primeiros cursos de Confeitaria e Panificação e de Ecoturismo e Turismo de Aventura, por exemplo. Hoje tem 3.500 alunos nessa modalidade de curso e um dos mais procurados é o de Gastronomia.
Segundo a consultora de carreira da empresa Career Center, Marisa da Silva, a empregabilidade de quem cursa os superiores em tecnologia depende muito da área escolhida. "O mercado às vezes fica sem saber o que fazer com profissionais que cursaram algo muito novo", diz. Para ela, as áreas de tecnologia de informação e de gestão são as que mais empregam.

JORNAL DA TARDE – 01/08/2006
MEC unifica cursos curtos 

São 96 denominações em 8 áreas 

O Ministério da Educação (MEC) reduziu a 8 áreas profissionais e 96 denominações os 3,5 mil cursos tecnológicos de nível superior existentes no País. O catálogo de denominações, lançado ontem pelo Ministério da Educação, vai permitir que esse tipo de curso - que é superior, mas não de graduação, por ter duração mais curta - seja avaliado.
Até o início deste ano, os 3,5 mil cursos que existem no País usavam 1,2 mil nomes. O atual catálogo concentra as áreas de formação tecnológicas em agropecuária e recursos pesqueiros, comércio e gestão, artes, comunicação e design, construção civil, geomática e transportes, lazer e desenvolvimento social, turismo e hospitalidade, indústria, química e mineração, informática e telecomunicações, meio ambiente e tecnologia da saúde.
Os cursos que não couberam na nova classificação terão de se adaptar, mudando o currículo para se encaixar a uma das existentes, ou ficarão como cursos experimentais.

JORNAL DA TARDE – 01/08/2006
NOTAS

Curso 'Adolescentes em conflito com a lei'
 
O Centro de Capacitação e Incentivo à Formação (Cecif) está com inscrições abertas para o curso "Adolescentes em Conflito com a lei". Mais informações pelos telefones (11) 5081-5284 e 5081-5203.

Dislexia é tema de simpósio internacional
A Associação Brasileira de Dislexia (ABD) realiza nos dias 15, 16 e 17 de setembro o 7º Simpósio Internacional Dislexia, Cognição e Aprendizagem. Na ocasião, estará à venda a cartilha Facilitando a Alfabetização, que auxilia educadores no convívio com portadores da doença. Entre os temas que serão abordados estão Pedagogia Neurocientífica na Inclusão do Disléxico e o Diagnóstico Neuropsicológico Focando a Dislexia. Haverá depoimentos de pais e portadores sobre as dificuldades do dia-a-dia. O evento acontece nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Informações: (11) 3258-7568.

JORNAL DA TARDE – 01/08/2006 (OPINIÃO)
A indústria da carteira de estudante 

Reportagem recente do Jornal da Tarde sobre a facilidade com que se falsificam carteiras que permitem a estudantes pagar meia entrada em cinemas, teatros e shows mostra que a Medida Provisória editada em 2001 para regular a matéria e evitar abusos não resolveu o problema e novas providências se impõem.
Um boleto de mensalidade com nome, endereço e registro de matrícula foi enviado, como teste, por serviço on-line, com pedido do documento. No espaço referente ao nome da universidade foi colocado o de uma instituição fantasma, Uma semana depois veio a resposta: "Seus dados foram conferidos e aprovados, sua carteira será entregue em 15 dias."
Além desse, a reportagem constatou outros casos em que se conseguem carteiras falsas com facilidade. Uma das pessoas que usou esse tipo de expediente irregular confessou que burla o sistema desde que saiu da faculdade há quatro anos.
Aquela MP acabou com o monopólio da emissão de carteiras pela União Nacional de Estudantes (UNE) e pela União Brasileira de Estudantes Secundários (Ubes), um privilégio corporativo que realmente não se justificava. No caso dos estudantes maiores de 18 anos, ficou estabelecido que qualquer documento emitido por escola ou agremiação estudantil dá direito a meia entrada.
Constata-se agora que na prática se criou uma verdadeira indústria da carteira de estudante, um negócio tão atraente que nos últimos cinco anos surgiram no País mais de sete mil entidades que emitem esse documento. Basta conseguir 30 assinaturas para constituir uma
 dessas entidades.
Uma das principais conseqüências dessa "indústria", segundo proprietários de salas de cinema, é o aumento do preço dos ingressos, para compensar o crescimento do número dos que pagam meia entrada. Segundo um deles, há casos de filmes em que 85% dos assentos disponíveis nas sessões são ocupados por estudantes, verdadeiros e falsos. Os idosos, outro grupo que tem direito ao desconto - com a apresentação da carteira de identidade - representam no máximo 5% do público.
O fim do privilégio da UNE e da Ubes, um resquício do corporativismo que tanto mal fez ao País, foi acertado. Mas, como se vê, novas medidas devem ser tomadas para fechar as brechas deixadas pela MP, habilmente exploradas por pessoas inescrupulosas.

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