Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo

02/08/2006 – CLIPPING


O Clipping Educacional do SINPEEM tem como finalidade
manter os profissionais de educação filiados ao sindicato informados
sobre as publicações diárias dos principais jornais impressos e sites
sobre a área de educação. Portanto, os textos apresentados
não expressam a opinião do SINPEEM.

JORNAL DA TARDE – 02/08/2006
Creche pública cria 'cantinho' pedagógico 

MARIA REHDER

As crianças matriculadas no Beija-flor, Núcleo Municipal de Educação Infantil (Nmei) de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, nem imaginam que foi a teoria das múltiplas inteligências, defendida pelo psicólogo americano Howard Gardner, a grande responsável pela criação de suas miniestações de trabalho, espaços pedagógicos que possibilitam a vivência de atividades do dia-a-dia.
Nos "cantinhos" de trabalho - lavanderias, salão de beleza, escritório, sala de leitura, teatro e cozinha -, os alunos desenvolvem as mais diferentes habilidades. No miniescritório, por exemplo, os pequenos já lidam com o computador e aprendem a se relacionar brincando com atividades da vida prática.
Durante visita à creche na semana passada, o JT teve a oportunidade de testemunhar os resultados do desafio vivido por Ana Paula do Canto, diretora do Nmei Beija-flor, que, no início deste ano, resolveu aplicar os ideais de Gardner em uma instituição pública de ensino que conta, hoje, com 200 alunos de 6 meses a 5 anos. "Há 3 anos comecei a estudar a teoria das múltiplas inteligências, me encantei e decidi aplicá-la na educação infantil."
Segundo a educadora, o pensador Gardner mostra que a inteligência é composta de pelo menos 8 competências: lógico-matemática, lingüística, interpessoal, intrapessoal, corporal-cinestésica, musical, espacial e naturalista. "A criação de estações de trabalho possibilitam o desenvolvimento de cada uma das competências", explica Ana Paula.
Uma equipe disposta a aceitar novas propostas pedagógicas , criatividade para reciclar materiais e apoio do poder público possibilitaram toda a transformação ocorrida no Nmei Beija-flor. O esforço dos professores também contou pontos. "Quando a proposta de Gardner nos foi apresentada, a aceitação foi imediata. No entanto, precisávamos de reflexão teórica e não tínhamos acesso aos livros. Desde então, passei a pegar a bibliografia necessária na minha faculdade para usá-la nas reuniões", diz a professora da educação infantil, Tatiane D. Barreto.
Atualmente, todas as salas da creche contam com diferentes cantinhos pedagógicos criados pelos professores com material reciclado. "Os educadores desenvolvem suas atividades pensando no uso destas estações. É muito importante que os alunos, desde a educação infantil, possam desenvolver suas diferentes habilidades. Nos primeiros seis meses, já notamos que as crianças estão mais independentes", avalia Ana Paula.

Colégio foi criado a partir da teoria de Gardner 

O Colégio Sidarta (www.sidarta.g12.br), localizado em Cotia, Grande São Paulo, foi criado em 1998 com base na teoria do americano Howard Gardner. "Nossa metodologia demanda planejamento, pois o professor tem de criar mais de uma atividade por conteúdo, além de conhecer os alunos", diz a educadora Claudia Siqueira, coordenadora do Núcleo Especial de Projetos do colégio.
Apesar de trabalhosa, a aplicação da metodologia das múltiplas inteligências traz resultados imediatos, garante Claudia. "Aquele aluno que tem mais facilidade com a tecnologia, por exemplo, pode se destacar em uma estação de trabalho que prioriza a tecnologia, mas também pode ser desafiado em uma outra que tenha como base as relações humanas, aprendendo a lidar com as zonas de conflitos."
Segundo Claudia, os estudantes do Sidarta têm apresentado ótimo desempenho nos vestibulares. "Os professores da rede pública deveriam tentar esta pedagogia de trabalho, pois ela não exige altos investimentos. O grande número de alunos por classe e a falta de tempo seriam os únicos dificultadores", diz.

Dicas aos mestres 

A existência das famosas turmas do fundão já mostra a resistência dos alunos ao padrão tradicional de ensino. Não crie rótulos. Dê oportunidades para que todos consigam interagir em aula
Trabalhe
as múltiplas inteligências de seus alunos por meio de diferentes atividades simultâneas para a explicação de um mesmo conteúdo
Não é preciso muito material e nem amplo espaço físico. Em uma sala é possível montar grupos de trabalho que possam ter atividades diferentes. Use a criatividade!
Desafie seus alunos. Os grupos de trabalho não servem para dividi-los de acordo com suas facilidades. Pelo contrário, estes têm a função de permitir que desenvolvam as mais diferentes habilidades
Faça questionamentos antes de apresentar os conceitos. Depois, debata com os seus alunos
FONTE: CLÁUDIA SIQUEIRA INSTITUTO SIDARTA

JORNAL DA TARDE – 02/08/2006
Oportunidade para professores 

Rede estadual terá 445 vagas para professor coordenador 

Os professores da rede de ensino estadual de São Paulo que possuem licenciatura plena e que contam com três anos de experiência como docente poderão se candidatar para uma das novas 445 vagas para professor coordenador em escolas de tempo integral.
As vagas foram criadas depois de a Secretaria de Estado da Educação publicar uma nova resolução no último dia 21. Com isso, houve mudanças para as escolas que trabalham com carga horária diferenciada.
Essa nova resolução estabelece que as Escolas de Tempo Integral com no mínimo 140 alunos terão um professor coordenador.
Além de ter licenciatura plena e experiência de três anos, os interessados deverão se dirigir à Diretoria de Ensino da região de interesse. A convocação será feita pela Diretoria de Ensino, que também ficará responsável pela seleção por meio de uma prova escrita.
Os candidatos deverão apresentar ainda uma proposta de trabalho que tenha a ver com o projeto pedagógico da escola escolhida.

JORNAL DA TARDE – 02/08/2006
USP realiza feira de profissões para o Ensino Médio 

A Universidade de São Paulo (USP) realiza de 4 a 6 de agosto a 1ª Feira de Profissões para alunos do Ensino Médio. Professores e alunos de pós-graduação participarão do evento que dará orientações aos visitantes sobre as profissões e carreiras disponíveis nos cursos da USP. Paralelamente, as escolas públicas receberão 300 mil exemplares de um jornal que fala sobre todos os cursos.

FOLHA DE SÃO PAULO – 02/08/2006 (PAINEL DO LEITOR)
Editorial


"Lecionei em escolas púbicas da cidade de São Paulo durante 19 anos e gostaria de comentar o editorial "Remunerar o desempenho" (Opinião, 1º/8), que comemora a gratificação salarial concedida pelo prefeito Gilberto Kassab. Será que é correto colocar nas costas dos professores a responsabilidade pelo mau desempenho das escolas paulistas na Prova Brasil? Pensando assim, entramos num círculo vicioso de acusações mútuas entre Estado, sociedade, professores e alunos.
Antes de medir a "produtividade" de um professor pelo desempenho de seus alunos, é preciso lembrar que esse profissional da educação muitas vezes tem duas ou três jornadas -justamente porque ganha pouco- e que suas classes chegam a ter 40 alunos. Por fim, engana-se quem pensa que a saída para melhorar a qualidade do ensino público está no incentivo e na premiação das melhores escolas e dos melhores professores. Isso só estimula a competição, não ataca as péssimas condições de ensino e não contribui para superar as desigualdades."
MARILSE ARAUJO (São Paulo, SP)

FOLHA DE SÃO PAULO – 02/08/2006 (OPINIÃO)
Alta na reprovação

O AUMENTO na taxa de reprovação no ensino médio da rede oficial paulista detectada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) não chega a ser uma surpresa. Infelizmente, sempre que cresce o número de alunos matriculados costuma haver queda nos indicadores de qualidade. Trocando em miúdos, mais pessoas sem formação básica adequada estão chegado ao nível médio, mas não conseguem o desempenho mínimo para progredir dentro desse ciclo.
Houve um aumento importante da procura pelo ensino médio nos últimos anos. Segundo dados do IBGE, em 1999, 49,9% dos jovens de 15 a 17 anos freqüentavam esse ciclo; em 2004, o índice já atingia 67,4%. As taxas de aprovação aferidas pelo TCE vêm caindo desde 1997, com exceção dos anos de 1998 e 2001. Em 97, 83,6% dos alunos passaram de ano; em 2004, a cifra baixou para 78,3%; e, em 2005, ficou em 77,4%, a menor já verificada.
E o quadro geral, já bem pouco alvissareiro, fica ainda pior quando se considera que o nível de exigência para passar de ano numa escola da rede oficial fica muito aquém do ideal.
Mais do que nunca, é necessário promover uma revolução qualitativa no ensino fundamental. As taxas de aprovação no médio só aumentarão de forma sustentável -baixar ainda mais o nível de exigência até pode resolver o problema das estatísticas, mas certamente não o dos alunos- quando os jovens chegarem a essa etapa do aprendizado com uma formação adequada.
É um caminho difícil e custoso. Exige tempo e mais investimentos em educação. É preciso qualificar professores, reduzir o tamanho das classes, aumentar a jornada escolar e aprimorar o sistema de progressão continuada, que, por ora, apenas serve para mascarar as dificuldades -e por um período curto, como mostram os números do TCE.

FOLHA ONLINE – 01/08/2006 (pensata)
A melhor idéia de Kassab

O prefeito Gilberto Kassab determinou a seus assessores que se montasse um mecanismo de avaliação das escolas para premiar, com bônus de final de ano, professores e diretores a partir de seu desempenho - é até agora a melhor e mais inovadora idéia da gestão de Kassab que, obviamente, só merece mesmo elogios se sair do papel e não sucumbir à previsível fúria corporativista. Como já comentei aqui, a cidade de São Paulo tem indicadores educacionais pior do que os de quase todas as capitais.
Tal projeto parte de uma premissa: um sistema de avaliação escola por escola usando os mais diferentes critérios, não só o das notas. Isso é a base para políticas sociais mais transparentes, capazes de serem fiscalizadas e pressionadas pela sociedade, a começar de seus maiores interessados, no caso pais e alunos.
Em cima disso, parte-se do pressuposto de que aqueles que trabalham mais e melhor merecem recompensa. É uma tentativa de escapar da mediocridade do funcionalismo, na qual o mérito não é premiado e o erro não é punido. O educador passaria, então, a ser sócio do sucesso e não do fracasso dos estudantes.
Claro que, se for para valer, a premiação exige toda uma teia de ações como a melhoria da infra-estrutura das escolas, formação contínua dos professores e diretores, integração de políticas públicas em torno da educação (cuidar melhor da saúde dos alunos, por exemplo), aumento do tempo de permanência dos alunos dentro da escola ou uso de espaços comunitários.
O bônus por mérito ajudaria a formar uma visão mais arejada do serviço público, no geral, e da educação, em particular. Sem indicadores claros, não se sabe onde está nem onde chegar; sem premiar os melhores, a partir desses indicadores, não há estímulo à inovação.
P.S: Coloquei no
site experiência desse tipo realizada em pequena escala em Pernambuco.

FOLHA ONLINE – 01/08/2006 – 15h03
IES têm até 31/08 para confirmar inscrições no Enade 2006

Da Redação
Em São Paulo

Até
o dia 31 de agosto, os dirigentes das IES (Instituições de Ensino Superior) devem enviar ao Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) as inscrições para o Enade 2006 (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).
O instituto vai anunciar até o dia 25 de setembro a listagem completa dos selecionados para a participação no exame. Os locais de prova serão conhecidos até 30 de outubro.
O Inep, órgão responsável pela avaliação, prevê a participação de 906.950 estudantes (583.190 ingressantes e 323.760 concluintes), distribuídos por 7.833 cursos em todo o país.
O estudante não selecionado para o exame poderá participar do Enade 2006, desde que a sua instituição informe seu nome ao Inep até o dia 4 de outubro de 2006.
Em 2006, o Enade vai avaliar os cursos de administração, arquivologia, biblioteconomia, biomedicina, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, música, formação de professores, psicologia, secretariado executivo, teatro e turismo.
As provas serão aplicadas no dia 12 de novembro, às 13h, em mais de mil municípios de todo o país.
Participará do exame uma amostra representativa de todos os ingressantes e concluintes de cada um dos cursos avaliados. Ficam dispensados os estudantes que se formarem até o dia 18 de agosto e aqueles que estiverem cursando atividades curriculares fora do Brasil, em instituição conveniada com a sua IES (Instituição de Educação Superior) de origem.
A aplicação da terceira edição do Enade completa o primeiro ciclo do exame, que, ao fim 2006, terá avaliado ingressantes e concluintes de cursos pertencentes a todas as áreas do conhecimento da educação superior brasileira.

FOLHA ON LINE – 01/08/2006 - 15h05
Resultados do Enade 2005 saem na semana que vem

Da Redação
Em São Paulo

O
ministro da Educação Fernando Haddad anunciou, na última segunda-feira (31/07), que os resultados do Enade 2005 serão divulgados na semana que vem.
A prova, realizada em 6 de novembro de 2005, teve a participação de 295.700 alunos que compareceram a um dos 1.983 locais de aplicação, distribuídos em 850 municípios, de todos os 27 Estados.
O Enade 2005 avaliou 6.843 cursos de graduação, pertencentes a 1.059 instituições de educação superior, o que, segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), representa 46% do total existente no país.
A assessoria de imprensa do Inep informou que os dados do Enade 2004 também serão liberados.
Em 2004 e 2005, foram avaliadas as carreiras de agronomia, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional, zootecnia e arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia (dividida em oito grupos), filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química.

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home