17/08/2006 – CLIPPING

O Clipping Educacional do SINPEEM tem como finalidade
manter os profissionais de educação filiados ao sindicato informados
sobre as publicações diárias dos principais jornais impressos e sites
sobre a área de educação. Portanto, os textos apresentados
não expressam a opinião do SINPEEM.
FOLHA ONLINE – 17/08/2006 – 10h59
Gastos com saúde e educação sobem entre 1999 e 2002, diz IBGE
CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio
Os gastos com saúde e educação se ampliaram ao longo de
Entre as 27 unidades da federação, os gastos com Educação saltaram de 14% no total das despesas em 1999, para 16% em 2002. No caso de saúde, eles ampliaram a participação de 6% para 9%.
No caso dos municípios, saúde e educação foram as classes de despesas que mais ampliaram sua fatia no total de todas as despesas. Em 1999, gastos com saúde correspondiam a 18% de tudo que era gasto pelos municípios e em 2002 esse percentual avançou para 22%. No caso de educação, os gastos subiram de 18% para 21% no período.
Para o IBGE, esses aumentos são explicados pelo estabelecimento em legislação de percentuais de gastos obrigatórios vinculados às receitas.
A Constituição determina que os Estados vinculem 25% das receitas de impostos assim como das receitas para a educação. Os municípios também são obrigados a vincular 25% das receitas resultantes de impostos, incluindo transferências, para a área.
Além disso, emenda constitucional de 2000 prevê que 7% das receitas municipais e estaduais sejam aplicadas em saúde e um acréscimo de 5% sobre o montante empenhado pelo Ministério da Saúde. Nos anos seguintes, até 2004, os percentuais previstos para Estados e municípios deveriam elevar-se até atingir 12% das receitas estaduais e 15% das receitas municipais.
Além do crescimento de participação, também houve expansão dos valores dos gastos.
Segundo Dione de Oliveira, gerente de administrações públicas do IBGE, no âmbito estadual, por exemplo, os valores das despesas com saúde tiveram um crescimento anual médio de 13% em termos reais. Já os gastos com educação tiveram um incremento de 7% em média ao ano na mesma base de comparação.
Privatizações
Por outro lado, as chamadas atividades econômicas, que incluem indústria, comércio e serviços, perderam participação entre todas as despesas ao longo do período. Em 1999, esses gastos caíram de uma participação de 12% para a metade entre os governos estaduais.
No caso dos municípios as atividades econômicas apresentaram o maior recuo na participação entre todos os gastos: um decréscimo de 9% em 1999 para 4%.
Segundo o instituto, a redução nos gastos se deve, sobretudo, às privatizações que marcaram o período.
FOLHA DE SÃO PAULO E FOLHA ONLINE – 17/08/2006 – 10h05
Mudam as regras para renovar visto para os EUA
Estudantes brasileiros que cursam universidades nos Estados Unidos podem renovar o visto no consulado
É preciso estar matriculado em cursos de quatro anos em qualquer universidade americana, ou fazendo mestrado ou doutorado nos EUA.
Os pedidos têm que ser apresentados pessoalmente no consulado entre as 13h e as 15h, de segunda a sexta-feira (exceto feriados brasileiros e americanos), com antecedência mínima de uma semana em relação à data da viagem. O programa não aceita emergências.
Informações podem ser obtidas no www.consuladoamericanosp.org.br
FOLHA DE SÃO PAULO E FOLHA ONLINE – 17/08/2006 – 9h20
No Enade, 61% vieram da rede pública
LUCIANA CONSTANTINO
da Folha de S.Paulo,
Resultados do perfil socioeconômico de alunos que concluíram cursos de graduação avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2005 mostram que, em média, 60,6% fizeram o ensino médio em escola pública. Além disso, 33,6% se declararam pretos ou pardos e 29% pertencem a famílias com renda de até três salários mínimos por mês.
Em meio aos debates sobre a adoção de cotas em universidades federais, os dados traduzem em números um argumento discutido no meio acadêmico. O projeto de cotas será praticamente nulo para alguns cursos em que o percentual de alunos egressos do ensino médio da rede pública já ultrapassa os 50% atualmente.
O perfil dos estudantes que concluíram cursos em 12 áreas avaliadas no ano passado pelo Enade, exame que substituiu o Provão, demonstra isso.
Desde 2002, quando as mesmas áreas foram analisadas, o patamar de egressos da rede pública entre formandos está próximo de 60%.
Ou seja, essas áreas não precisam de cotas porque já atendem ao que está na proposta que tramita no Congresso.
Projeto
O projeto --aguardando votação na Câmara-- reserva a metade das vagas de todos os cursos de universidades federais para egressos do ensino médio público. Entre elas, há proporção para pretos e pardos segundo a população do Estado onde a instituição fica.
Uma das explicações para a média das 12 áreas avaliadas no ano passado ultrapassar o índice exigido é o fato de a maior parte delas ser de cursos de licenciatura --história, letras, matemática, pedagogia. Tradicionalmente, atraem estudantes de renda menor.
Quando o foco é a renda, nota-se um pequeno aumento no percentual de formandos que pertencem a famílias com até três salários mínimos mensais. Passou de 24,6% em 2002 para 29% no ano passado.
Tendência de alta
A tendência de crescimento é verificada também entre os que se declaram pretos e pardos. Subiu de 28% para 33,6% no mesmo período.
Apesar de não poder comparar diretamente, por se tratar de outras áreas, o perfil dos alunos obtido no Enade 2004 ilustra a diferença no ensino superior. Naquele ano, quando cursos considerados de "elite", como medicina e odontologia, foram avaliados, 34,7% dos estudantes eram egressos da rede pública. Só 20,7% se declararam pretos e pardos e 17,5% tinham renda familiar de até três salários mínimos.
Para o diretor de Estatísticas e Avaliação da Educação Superior, Dilvo Ristoff, esses resultados mostram que a política educacional precisa combinar aumento de vagas com políticas afirmativas temporárias.
"Se a oportunidade é igual para todos, a entrada de alunos mais pobres e vindos da rede pública no ensino superior vai acontecer naturalmente", diz Ristoff, que coordena no Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) a área responsável pelo Enade.
O diretor lembra porém que mesmo o índice de 60% de egressos da rede pública ainda fica aquém dos dados globais do ensino médio, já que 88% das matrículas nessa etapa estão em escolas estaduais, municipais e federais.
FOLHA DE SÃO PAULO E FOLHA ONLINE – 17/08/2006 – 10h47
Acordo prevê mais escolas com língua francesa
da Folha de São Paulo
O Consulado Geral da França e o Sieeesp (sindicato das escolas particulares de São Paulo) assinam na quinta-feira da próxima semana um acordo que visa aumentar a oferta do curso de língua francesa na rede privada.
O sindicato já identificou 80 estabelecimentos como potenciais interessados em aderir ao projeto. Alguns dos colégios consultados foram o Bandeirantes e o Dante Alighieri. O programa, porém, não possui limite de participantes.
Um levantamento informal do consulado
As escolas participantes receberão uma doação de material pedagógico para as bibliotecas, formação para professores e cessão do projeto pedagógico.
FOLHA ONLINE – 17/08/2006 – 14h49
Deputados argentinos incluem educação sexual no currículo
da Ansa,
A Câmara de Deputados da Argentina aprovou na noite de quarta-feira (16) um projeto que estabelece como obrigatória a educação sexual nas escolas. O polêmico projeto enfrentou forte resistência dos setores conservadores e eclesiásticos da sociedade argentina.
O projeto foi aprovado por 168 votos a favor e apenas um contra. A iniciativa deve passar agora à Câmara dos Senadores, que deverá completar a sanção para que posteriormente o presidente, Néstor Kirchner, promulgue a nova lei e a coloque em prática.
A educação sexual incluirá aspectos 'biológicos, psicológicos, sociais, afetivos e éticos' e pretende principalmente prevenir o contágio de doenças e a gravidez na adolescência.
A lei foi defendida na Câmara dos Deputados pelos legisladores da base governista, mas contou com a aprovação de praticamente todos os partidos políticos.
FOLHA ONLINE – 16/08/2006 – 12h25
Problema na educação
Da Redação
O candidato tucano ao governo de São Paulo, o ex-prefeito da capital José Serra, participou de entrevista ao vivo nesta quarta-feira ao programa SPTV, da TV Globo de São Paulo. Na entrevista, Serra creditou os maus resultados da educação no Estado aos "migrantes" e se esquivou da pergunta sobre sua permanência no governo de São Paulo até o fim do mandato caso seja eleito em outubro.
Questionado sobre o mau desempenho do Estado de São Paulo em avaliações nacionais de educação, o tucano creditou os maus resultados aos migrantes que vêm para o Estado. "Diferentemente dos Estados do Sul [que foram os primeiros colocados na avaliação], São Paulo tem muita migração. Muita gente que continua chegando... Este é um problema", afirmou.
Segundo a avaliação Prova Brasil, realizada pelo Ministério da Educação no fim do ano passado, a 4ª série da rede de ensino da Prefeitura de São Paulo está entre as sete piores do país, quando comparada com a das demais capitais. Com média 160,42 em português e 166,86 em matemática, os alunos das escolas municipais da capital não alcançaram a metade do total de pontos possíveis nas provas (350).
Sobre sua permanência no Palácio dos Bandeirantes caso seja eleito, o tucano tergiversou. "2010 está muito longe, nem você sabe onde você vai estar. Eu vou trabalhar bastante para corresponder à expectativa das pessoas", disse, em resposta ao apresentador Chico Pinheiro. O tucano tem sido acusado de usar as eleições para governador como um possível trampolim para a candidatura à Presidência em 2010.
Os apresentadores Chico Pinheiro e Carla Vilhena abriram a entrevista questionando o tucano sobre sua saída da Prefeitura de São Paulo no início deste ano -- em 2004, Serra assinou documento afirmando que cumpriria o mandato até o final se fosse eleito. "Naquela época, eu disse totalmente a verdade do que eu pensava. O que houve de lá pra cá foi uma mudança nas circunstâncias", afirmou. O tucano disse que, depois de sua experiência como prefeito, viu que é necessária uma integração maior entre governos municipal e estadual. "O trabalho do Estado é crucial para a prefeitura. Eu achei que poderia ajudar muito mais a população tendo um prefeito parceiro, que é meu sucessor [Gilberto Kassab, do PFL]", disse.
Sobre sua passagem pela prefeitura, Serra afirmou que colocou "a casa em ordem". Os apresentadores do SPTV rebateram, dizendo que ele não cumpriu as promessas de campanha. "Fizemos mais recapeação e asfaltamento em um ano e meio que as outras prefeituras em 4 anos", rebateu.
José Serra também foi questionado sobre a crise de segurança no Estado, governado pelo PSDB há mais de dez anos. "Houve avanço na segurança. Quando você resolve um problema, aparece outro, é sempre assim", disse. O tucano afirmou que um dos indícios desse avanço na segurança é o aumento do número de presos nas penitenciárias. "Eu já enfrentei multinacionais na questão dos genéricos. Vou enfrentar o crime organizado com toda a disposição", afirmou, referindo-se à sua atuação como ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Serra voltou a defender a presença de duas professoras por classe na primeira série do ensino fundamental. Questionado sobre a existência de verbas para remunerar essas professoras, o ex-prefeito afirmou que isso não será um "problema".
A entrevista durou sete minutos e foi transmitida para todas as afiliadas da emissora no Estado de São Paulo. A série de entrevistas do programa com os candidatos a governador segue, nesta quinta (17), com Mário Guide (PSB), e Aloízio Mercadante (PT), na sexta (18).
FOLHA ONLINE – 16/08/2006 – 17h30
Serra minimiza polêmica e diz que migração aumenta exigência nas escolas
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
O candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra, tentou hoje minimizar a polêmica provocada por sua declaração de que a migração é uma causa para o baixo desempenho escolar dos alunos da rede pública
Segundo ele, a migração de outros Estados e, inclusive, do campo para a cidade, aumentou a demanda e a exigência das escolas públicas.
"Isso ampliou muito (quantitativamente) as exigências do ensino público. Agora, chegou a hora de enfatizar a qualidade."
Serra acrescentou: "Com relação aos outros Estados, a dinâmica migratória é maior [
O candidato voltou a prometer que quer colocar duas professoras nas salas de aula para o primeiro ano do ensino fundamental, com aulas de reforço na quarta série.
O tucano também fez promessas na área de segurança. Disse que pretende investir em equipamentos para a área de inteligência da polícia e prometeu criar um cadastro de impressões digitais. "Isso [o cadastro] não existe no Brasil. Nem nos outros Estados. São Paulo vai ter de ser vanguardista."
O ex-prefeito também afirmou que já está em andamento na capital a integração dos sistemas de rádio da Polícia Militar e da Guarda Municipal, uma promessa de campanha de 2004. "Já tem dinheiro e já está sendo feito."
O ESTADO DE SÃO PAULO – 17/08/2006
Estado suspende avaliação de escolas
Secretaria da Educação de São Paulo diz que ainda não houve tempo para avaliar resultados do Saresp de 2005
Renata Cafardo, Simone Iwasso
O governo paulista decidiu cancelar neste ano o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar no Estado de São Paulo (Saresp), prova feita desde 1996 com os alunos da rede pública. A interrupção foi publicada no Diário Oficial em junho, mas muitos diretores de escola não tinham conhecimento da decisão até ontem. Procurada pelo Estado, a Secretaria da Educação informou que o exame não será feito porque não houve tempo para estruturar possíveis mudanças para 2006 nem avaliar os resultados de 2005.
A presidente do sindicato dos professores (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, que desconhecia o cancelamento, estranhou o fato de a secretaria não ter avisado a rede. "Se tem um motivo justo (para a suspensão), é preciso explicar o que aconteceu", diz.
O Saresp foi aplicado pela última vez em novembro a cerca de 5 milhões de estudantes de escolas estaduais, municipais e algumas particulares - os da rede estadual participam obrigatoriamente. Os resultados ainda não foram divulgados. Este foi o primeiro ano em que a prova incluiu matemática; até então, havia apenas questões de leitura e escrita.
O exame já passou por outras mudanças e polêmicas. Até
O governo chegou a divulgar um resultado parcial do desempenho dos alunos, mostrando um quadro surpreendentemente bom da rede em 2004, o que foi questionado por professores e entidades da área. "O Saresp começou muito bem, radiografando a situação das escolas. Só que os resultados não foram os melhores. Ao longo do tempo, as coisas foram mudando e os resultados, ficando esquisitos", afirma o presidente do sindicato dos diretores de escolas de São Paulo (Udemo), Luiz Gonzaga. Ele se refere a uma polêmica de 2003, quando os próprios professores corrigiram as redações. Para haver isenção, avaliações como o Saresp são realizadas por entidades externas ao governo, que ganham por licitação esse direito.
CONCORRÊNCIA FEDERAL
A suspensão do Saresp pode estar relacionada também à concorrência com a Prova Brasil. Criada em 2005 pelo Ministério da Educação (MEC), a avaliação nacional é realizada de forma semelhante, mas oferecida gratuitamente a todas as redes públicas do País. Quase todas as prefeituras paulistas aderiram ao exame. Algumas cidades, como a capital, deixaram de participar do Saresp, que cobra R$ 1,35 por aluno avaliado no município - para a rede estadual, o custo é zero.
O ex-secretário Chalita decidiu também que só uma amostra dos alunos da rede estadual participaria da Prova Brasil. Por esse motivo, na divulgação, neste ano, São Paulo foi o único Estado cujos resultados não puderam ser divulgados escola por escola.
"Temos muito interesse que nossos alunos participem das avaliações federais", disse a representante da Secretaria de Estado da Educação, Leila Iannone. Segundo fontes do MEC, a equipe da nova secretária, Maria Lúcia Vasconcelos, que assumiu a pasta em abril, não ficou satisfeita com a decisão da antiga gestão sobre a participação na Prova Brasil. Segundo Leila, o Saresp poderá passar a ser feito a cada dois anos, já que a logística foi complicada em 2005, quando os alunos tiveram de realizar o exame estadual e a Prova Brasil na mesma semana.
JUSTIFICATIVA TÉCNICA
"Acredito que foi uma decisão prudente, em defesa do recurso público", diz a ex-secretária da Educação Rose Neubauer sobre o cancelamento. A prova custa R$ 9 milhões. Para ela, é preciso estudar melhor os resultados do exame para que realmente possam orientar políticas públicas.
Nilma Fontanive, educadora da Fundação Cesgranrio - responsável pela elaboração do Saresp em 2005 -, também acredita na justificativa técnica de que o Saresp foi suspenso porque professores ainda não sentem os resultados nas escolas. "São notas muito detalhadas, é preciso estudar antes de fazer outra prova."
"Os dados mostram sempre o que já sabemos e nada muda", diz Gonzaga, da Udemo. "A Prova Brasil foi mais adiante, porque dá os resultados mais detalhados, por escola", completa Cleuza Rodrigues Repulho, secretária de finanças da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
O QUE É O SARESP
Quem faz: Todos os alunos da rede estadual de São Paulo e estudantes de escolas particulares e de instituições municipais que optaram pela prova. Na última edição, foram cerca de 5 milhões de estudantes
O que avalia: Até 2004, havia apenas questões de português e uma redação, avaliando a leitura e escrita. Em 2005, o último exame, foi incluída matemática
Como é: As provas da 1.ª e 2.ª séries têm 8 questões abertas. A partir da 3.ª são 30 testes e a redação. O exame é feito por uma instituição externa e não pelo governo estadual
Desde quando: A avaliação foi criada em 1996, mas era feita por amostragem. A partir de 2003, passou a ser universal
Custos: A realização do exame custa cerca de R$ 9 milhões para a Secretaria da Educação. Escolas particulares e municípios que quisessem aderir deveriam pagar uma parte dos seus gastos, proporcional ao número de alunos
JORNAL DA TARDE – 17/08/2006
Estudantes podem renovar visto para EUA sem entrevista
Emílio Sant'Anna
A partir deste mês, os estudantes brasileiros cursando universidades nos Estados Unidos podem renovar o visto no consulado americano
Os pedidos têm de ser apresentados pessoalmente no consulado entre as 13 e as 15 horas de segunda a sexta-feira (exceto feriados brasileiros e americanos), com antecedência mínima de uma semana à data da viagem. O programa permite apenas a renovação do visto e não aceita emergências, como situações médicas e viagens de trabalho.
Os estudantes devem preencher um formulário online e efetuar no consulado o recolhimento da taxa de reciprocidade. Os formulários de solicitação de visto encontram-se disponíveis no site www.consuladoamericanosp.org.br.
O consulado atende os Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
O ESTADO DE SÃO PAULO – 17/08/2006
Serra culpa migração por ensino ruim
Para tucano, prioridade foi ampliar rede em detrimento da qualidade
Silvia Amorim
O candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra, culpou ontem a migração pela baixa qualidade do ensino nas escolas públicas de São Paulo. "Diferentemente dos Estados do Sul , que são os que têm melhor situação (nas provas de avaliação do ensino), São Paulo tem muita migração. Muita gente que continua chegando. Este é um problema", afirmou o ex-prefeito em entrevista pela manhã ao jornal SPTV, da Rede Globo.
Serra deu a justificativa quando perguntado sobre o péssimo desempenho da capital nas avaliações do Ministério da Educação. O exame Prova Brasil, que avaliou 3,3 milhões de alunos no País, revelou neste ano que, das 27 capitais, São Paulo não foi listada entre as 10 melhores e acabou ultrapassada por Brasília, Rio de Janeiro, Aracaju e Rio Branco. Outro dado assustador é que, entre as 645 cidades paulistas, os alunos da 4ª série da capital aparecem em 448º lugar em português.
Mais tarde, em visita ao município de Guarulhos, na Grande São Paulo, Serra explicou com mais detalhes a influência da migração na educação. Segundo ele, devido ao grande fluxo de migrantes, a preocupação maior nos últimos anos foi com a ampliação da rede, deixando a questão da qualidade para segundo plano. "São Paulo é um Estado muito dinâmico de migração de outros Estados para cá e dentro do Estado. E isso ampliou muito as exigências do ensino na quantidade e acabou concentrando mais o esforço na expansão. Agora é a hora de enfatizar a qualidade. Foi o que quis enfatizar."
O ex-prefeito negou qualquer julgamento racista em sua colocação. "Não tem nenhuma outra implicação."
Para reverter esse quadro, o candidato promete colocar dois professores nas salas de 1º ano do ensino fundamental, projeto que implementou na Prefeitura.
COBRANÇA
Ainda no SPTV, Serra desconversou quando perguntado se cumprirá o mandato até o fim. À tarde, ele classificou a discussão como sem sentido. "Nem fui eleito. Ficar especulando o que eu vou fazer no final do meu mandato não faz sentido."
O ESTADO DE SÃO PAULO – 17/08/2006
Quércia não quer ampliar verba para universidades
Alexandra Penhalver
O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Orestes Quércia, fez ontem uma espécie de antipromessa ao afirmar que não concederia às universidades paulistas aumento de porcentagem do repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Não acho legítimo reivindicar aumento da porcentagem, porque o Estado tem outras responsabilidades, não são só as universidades", disse, depois de participar de evento da Associação Nacional de Jornais (ANJ), na zona sul da capital.
USP, Unicamp e Unesp recebem hoje 9,57% sobre a arrecadação do ICMS. "Tenho condições de dizer isso porque dei autonomia às universidades para administrarem os recursos de acordo com o que recebem", argumentou. "É fácil (afirmar) assim: 8% não dá mais, 9%, 10%, 11%, 12%, não dá. Não pode."
Em fevereiro deste ano, o governo de São Paulo vetou um projeto de lei aprovado pela Assembléia Legislativa que aumentava de 9,57% para 10% o repasse do ICMS, sob o argumento de que o aumento prejudicaria o Estado.
CRIANÇA
Pela manhã, Quércia falou às rádios Bandeirantes AM e BandNews FM. Propôs recriar a Secretaria da Criança e do Adolescente, pasta que, em seu governo, era chamada de Secretaria do Menor. Segundo o peemedebista, a medida ajudaria a diminuir o envolvimento de crianças e adolescentes com a criminalidade e a violência, pois seriam oferecidos programas educativos e culturais.
Ao tratar do tema da segurança pública, o candidato do PMDB afirmou que o PSDB, ao dizer que "foi vítima do crime organizado", deu à facção o status de organização política. "Eles (PSDB) são algozes e não vítimas."
O ESTADO DE SÃO PAULO – 17/08/2006
Consulado dos EUA facilita visto de estudante
Estudantes brasileiros que cursam universidades nos Estados Unidos podem agora renovar o visto no Consulado Americano
Para usufruir da facilidade, é necessário estar matriculado em cursos de quatro anos em qualquer universidade ou faculdade americana, ou ser aluno de mestrado ou doutorado nos EUA.
Os pedidos têm de ser apresentados pessoalmente entre 13 e 15 horas de segunda a sexta-feira (exceto feriados brasileiros e americanos), com antecedência mínima de uma semana em relação à data da viagem.
Os estudantes devem preencher o formulário Evaf on line e efetuar no Consulado o recolhimento da taxa de reciprocidade. Os formulários de solicitação de visto encontram-se disponíveis no site www.consuladoamericanosp.org.br. Se constar em nome do solicitante alguma violação relacionada com prazo de permanência ou com o programa Sevis, ele poderá ter de passar por entrevista.
JORNAL DA TARDE – 17/08/2006
Educação integral na prática
MARIA REHDER
A Escola Municipal Wladimir de Paula Gomes, localizada na periferia de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, conta hoje com mais de 1,2 mil alunos e vem mostrando, na prática, que é possível oferecer a crianças e adolescentes - inseridos em um dos bairros de maior vulnerabilidade social do município - o acesso a uma educação integral de qualidade.
A diretora da escola, Margarete da Silva Ramos, esteve ontem
Em vez de férias, a equipe pedagógica da Escola Municipal Wladimir de Paula Gomes usou o mês de julho para consolidar um mapeamento dos possíveis parceiros da região. “O bom é que as secretarias municipais estão unidas na gestão dessa proposta de educação integral. Além das ONGs, entidades religiosas e membros da comunidade, pudemos contar ainda com os espaços físicos e com a estrutura dos centros municipais poliesportivos e culturais”, ressalta Margarete.
Receio
A educadora, que há 19 anos trabalha na mesma escola, confessa que teve receio ao tomar conhecimento da nova política pública de educação. “Tive medo de transferir para a escola a responsabilidade por alunos que, durante o período extra-aula, estariam em trânsito pelo bairro. No entanto, quando vi que éramos nós quem escolheríamos as entidades parceiras e o projeto seria desenvolvido pela escola em conjunto com a comunidade, fiquei bem mais confiante.”
A maioria dos alunos da escola já está participando do projeto, que vem acontecendo três vezes por semana em diferentes espaços públicos do bairro. “Os jovens estão sempre acompanhados de um professor comunitário. A prefeitura oferece a merenda e, além disso, não há gasto com transporte, porque todas as atividades acontecem bem perto da escola.”
Margarete ressalta que ainda é cedo para avaliar os resultados. “Este projeto tem tudo para dar certo, pois a equipe pedagógica da escola é responsável pela sua gestão e, desde que começamos o processo de abertura dos portões escolares para atividades socioeducativas, há cinco anos, a comunidade passou a respeitar a escola, que anteriormente já tinha sido até ponto-de-vendas de drogas”, conta.
Capacitação integrada
A secretária municipal de educação de Belo Horizonte, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, explica que o projeto de educação integral é coordenado pela Secretaria Municipal de Planejamento. “Fizemos questão de integrar todas as secretarias, pois acreditamos que a educação integral não é responsabilidade apenas da escola”, diz.
O público-alvo do projeto, que começou neste mês, são os alunos de
Pilar Lacerda ressalta que um dos diferenciais do projeto é a qualificação conjunta de seus gestores. “Nesta semana, os professores comunitários, que fazem parte da equipe pedagógica da escola, e os membros das ONGs reunidos no projeto estão participando de uma capacitação conjunta, para que a gestão possa ser realmente integrada”, afirma.
Setorização dificulta projetos
O 2º dia do Seminário Tecendo Redes para a Educação Integral reuniu mais de 1,2 mil pessoas no Memorial da América Latina em torno do debate sobre a criação de políticas públicas de educação integral no Brasil. Segundo Ricardo Henriques, secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, o que dificulta a implementação de políticas públicas de qualidade no Brasil é a fragmentação do poder público. "As diferentes esferas do governo não conversam entre si."
O secretário cita o exemplo de Belo Horizonte ao destacar a importância da coordenação integrada. "A Secretaria Municipal de Planejamento é quem está responsável em garantir a integração de todas as secretarias para que a educação integral aconteça de fato."
Doutor
JORNAL DA TARDE – 17/08/2006
NOTAS
Perca a timidez com aulas de teatro
Saber atuar diante de um público é um desafio que requer técnica e treinamento. De acordo com especialistas, a palavra em si comunica apenas 7% da mensagem transmitida. O restante é comunicado pelo corpo e pela voz. O diretor teatral Wagner Ferreira garante que, ao praticar técnicas de atuação, o aluno desenvolve o seu potencial de comunicação e melhora a forma de expressar as idéias. Para quem ficou interessado, o espaço Fábrica de Criatividade (6839-0531) ministra aulas de atuação durante todo o ano.
Música e poesia: união que dá certo
No próximo sábado, o Centro Cultural e de Estudos Superiores Aúthos Pagano realiza, às 16h, o projeto Conversa com o Verso. A cantora Consuelo de Paula interpretará canções baseadas no tema O Espelho Reverso, que inclui poemas de Adélia Prado e Manuel de Barros. O objetivo do projeto é promover o encontro de um convidado e obras de poetas, além da discussão das coincidências existentes entre a poesia traçada para o ambiente literário e a canção popular. O espaço fica na Rua Tomé de Souza, 997, na Lapa.
Inscrições abertas para voluntários
Nos próximos dias 23 e 24 de setembro, das 8h às 17h, o Posto do Centro de Valorização da Vida, localizado no Jabaquara, realizará um curso para pessoas interessadas em atuar como voluntários no atendimento de pacientes que procuram a entidade em busca de apoio emocional por meio de telefonemas, carta, e-mail ou pessoalmente. Para inscrever-se, o único requisito é ser maior de idade. O curso é gratuito e as inscrições podem ser feitas por telefone ( 2577-4111), a qualquer hora do dia ou da noite.
